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Triângulo do amor.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009


São Paulo – Brasil.

Sophie olhou para o lado e como que se nada fosse e perguntou: - “Qual é minha maior qualidade?”.
Jonas pego de surpresa pela pergunta, mas além de surpreso incomodado pela quebra do silêncio se remexe no sofá franzindo o cenho, enquanto seus olhos castanhos gelados olhavam visivelmente irritados pra ela, ao que responde: -“Sua imoralidade, de fato, a despeito de toda sua beleza, o que a torna mais que um simples detalhe e sorte de nascimento é a sua propensão para o mundano e o imoral, você esta sempre nua das vestes sacramentais e do socialmente aceitável. Com certeza essa é a sua melhor qualidade.
Sophie ri e olha curiosa pra ele numa tentativa de saber se o que falava era só uma provocação ou era serio. Ficou sem saber, como sempre era muito difícil extrair de Jonas algo que sua mente escondia, ler seus pensamentos era uma tarefa tão desgastante que raramente valia o esforço.
“Talvez seja por isso que o amo. Será?”. Deixou esse pensamento vagar um pouco por sua mente e o abandonou em seguida.
Sorrateiramente como uma criança que fosse fazer algo errado levantou-se da cama onde estava deitada e a passos preguiçosos sentou seu corpo nu em um sofá de frente para o que Jonas estava sentado:
“Seria capaz de matar-me?” - perguntou com o sorriso mais belo do mundo.
“Quer saber se a amo?” – soltou Jonas como se despertasse de uma hipnose.
“Não meu caro, que me ama eu sei, queria saber o que exatamente perguntei, só isso”.

Dessa vez seu olhar não era de irritação, apesar de manter o mesmo frio no olhar, era de descoberta, como se a resposta que fosse dar não fosse conhecida nem mesmo por ele antes da pergunta ter sido feita, mas após desta ter sido proferida a certeza era incontestável.

“Se preciso fosse, sim eu a mataria, com a mesma certeza que tem de meu amor. Sim eu o faria”.
Os olhos verdes-garrafa da mulher nua à frente dele brilharam com tanta intensidade após ouvir aquilo que era difícil dizer se o que mais irradiava era seu sorriso ou seu olhar. Ele também sorriu, pois sabia o que ela estava pensando.
“Se assim é então devo dizer que carece da minha maior qualidade e que pelo exato oposto tem um dos maiores defeitos do mundo. Você só não deixou de ser agraciado com o dom da imoralidade, mas também foi desgraçado com a sina dos mártires, você meu amor, es um santo”.
Riram ambos da forma teatral com que Sophie com seu sotaque carregado soltou aquela frase.

Para Sophei era exatamente o que Jonas representava, um santo, a despeito de tudo que fizera no alto dos seus vinte e oito anos de vida, e não fora pouca coisa.
Quando o conheceu ainda na França, sabia que aquele homem apesar da juventude e dos traços calmos era um homem de segredos e convicção, tinha muitos motivos para se sentir atraída por ele, já naquela época tinha um corpo bem talhado e a despeito de ser um homem alto, andava com elegância, sua pele escura fazia com que Sophei o comparasse em sua cabeça aos velhos guerreiros de tribos africanas, viris e temerários, mas era em seus olhos que ela costumava se perder, como Sophei mesma costuma dizer, eram um mar de gelos castanhos.
A mente de Sophie ainda estava presa ao passado quando um leve som interrompe seu devaneio, olha pra frente a tempo de ver Jonas se levantar e ir pensativo até a janela.
Alguns segundos se passam com ela a lhe mirar seu olhar em suas costas.
“Algum problema?” – ela indaga.
Ele se volta, pega um violão que está ali perto, mas não o toca, procura o sofá novamente e deixa o instrumento descansando em seu colo, respira fundo e diz:

“Hoje eu fui ferido no peito”.
“Como assim, Jonas?”.
“Eu a conheci assim de repente, de sorriso lindo e olhar meigo. Realmente podia me perder naquele sorriso, realmente eu queria me perder naquele sorriso e por todos os meus pecados foi exatamente o que consegui”.

Sophie o escutava cada vez mais curiosa.

“Ela poderia ser uma boa arquiteta tamanha a facilidade em projetar sonhos nas pessoas. Claro! Eu homem feito, estou aquém disso tudo, apesar de toda a feridas, apesar da lamentação. Sou homem feito, não sou?”.
“Jonas, você está me dizendo ou tentando me dizer que se apaixonou por outra pessoa?”.

Ele a olha. Solta um suspiro e uma nota no violão que lembra uma música do passado de Sophei. Sorri um sorriso tristonho e diz cantarolando:

“Eu te amo Sophei... mas ela me feriu quando disse que tem outra pessoa. Consegue entender isso?”.

Sophei se levanta procura uma roupa qualquer e se veste. Antes de sair ainda consegue sussurrar:

“Me liga”

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Quero dedicar esse conto a Giza, sorriso doce.

Domingo no Internacional.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008


Eu sou do tipo aventureiro, gosto de emoções fortes, brincadeiras perigosas, nunca dispenso um cocktail de adrenalina.
O problema é que por vezes me falta algum dinheiro para, digamos, dar um toque de sofisticação a esse meu lado James Bond, convenhamos nem sempre dá pra pular de para-quedas, fazer um Rapel ou mesmo me arriscar na Algusta aqui em Sampa com uma camisa escrita 100% negro.

Nessas horas que para aplacar minha sede sangue e glória resolvo fazer a única coisa plausível para um bandeirante como eu. Sigo até o shopping INTERNACIONAL DE GUARULHOS.
Sim meus caros. Uma vez dentro dele terá momentos inesquecíveis como se fosse nada mais é que uma personagem de cinema, envolto em emoções, corajoso, audaz, tendo que tomar a melhor decisão que levará o grupo ao qual lidera pra fora daqueles labirintos de loucura e lamentos.

Claro! A primeira vista parece com um shopping qualquer, cheio de som e fúria, a não ser pelo nome que nunca foi justificado, talvez por inveja do aeroporto local que se chama Aeroporto Internacional de Guarulhos, tenham também lhe dado o nome de Internacional e a não ser por umas pinturas mal feitas de pontos turísticos famosos e de uma casa de câmbio vazia, não vejo nada de internacional.
Mas nos apressemos para a aventura.

Na entrada somos recebidos com uma fonte que jorra litros e litros de água ao sabor do vento, molhando os desavisados, logo a frente portas de vidro que se abrem e fecham como por mágica, bastando somente nos aproximarmos.
A travessia pela estrada da fonte até suas portas mágicas é calma, mas no primeiro segundo dentro de suas dependências, podemos sentir a força daquela construção e o que nos espera logo a frente.
No hall de entrada vemos duas escadas que se movem no sentido oposto, a que leva pra cima costuma ser guardada por duas beldades sorridentes e de corpo escultural.
Malditas sejam!
Eu, cauteloso que sou, observo um humano que, atraido pelos encantos das beldades, ou mesmo empurrado pela necessidade de subir as escadas, perigosamente se aproxima de mais. O que se segue é além do terrível para que qualquer língua mundana possa descrever, lamento ser eu portador desse fardo. Elas o cercam sempre sorridentes, fechando o cerco sem ao menos dar a chance para a vítima pensar no que acontece, o medo deforma seu rosto quando uma delas mostra o emblema do Mastercard, já é tarde de mais para ele.
Mais que depressa viro meu rosto e sigo na direção norte no primeiro entrave a esquerda, meus passos rápidos não me deixam ver a placa que diz:

MAcDONALD'S.

Esse sentido nos leva a um largo corredor onde vemos vitrines com roupas femininas de um lado e mulheres com olhos arregalados e brilhantes do outro. Parecem dominadas por algum tipo de encanto, pouco falam, nada ouvem. Seus parceiros em vão tentam empurra-las pra fora daquela área mas desesperados percebem que não é possível, alguns choram quando vêem suas mulheres saindo com sacolas e sacolas das lojas.
Por todo o lado se ouve e vê o mantra de adoração em letras garrafais:

OFERTA. 50% OFF. LIQUIDAÇÃO.

Sigo em frente. Procuro, tentando me desviar sacolas e entregadores de papeis, o segundo par de escadas que me levara para o topo daquela construção, a direita da saída do corredor da liquidação feminina eu as vejo, gêmeas de personalidade diferentes, uma desce outra sobe.
Mas para alcança-las eu teria que enfrentar um grande obstáculo: o CHOPP TIME.

O Chopp Time e um tipo de taverna moderna com bebidas caras e fora da realidade e da cotação de qualquer moeda, onde os bravos guerreiros que conseguiam chegar ali poderiam se embebedar e assistir a algum jogo no telão, tentar alguma coisa com as damas locais ou ouvir musica ao vivo.
Como eu, depois de tudo que tinha passado poderia resistir àquele oásis? O problema é que minha aventura poderia acabar ali se não conseguisse resistir, meu fim seria sóbrio e sem dinheiro.
Respirei fundo e a passos cuidadosos tentei seguir sem olhar mas sabendo que ao lado tinha uma tentadora foto de um chopp, espumoso e gelado me convidando de dentro de uma caneca segurada por uma daquelas gostosas de comerciais, dizendo:

- Idiota! Não está vendo que sou uma gostosa com um chopp na mão? Do que mais precisa pra gastar toda sua grana aqui?
Eu sorria. E quando já estava, cego, seguindo em direção ao bar um alarme horrível soou, tão diferente e grotesco que fui despertado do transe.
Tentando entender o que acontecia e procurando com os olhos o inimigo dos meus ouvidos, vejo bem perto de mim as gêmeas. Era minha salvação. Corro.
Atinjo com pés pesados os degraus, na metade do caminho vejo a fonte daquele barulho que havia me despertado do transe, era um dupla de cantores sertanejos que fazia um apresentação ali.

Abano a cabeça e olho pra cima. O que vejo me aterroriza. Meu coração entra em disparo, meu desespero é tal que penso em voltar na contra mão da escada. Não é possível.
A traiçoeira escada me leva direto a ela. A terrível ZUKEN CO.


continua...

Do amor (e outras invenções)

terça-feira, 11 de novembro de 2008


“Cara me diz ai porque é tão difícil lidar com mulher?”
Parei de comer aquela droga de comida que meu amigo tinha acabado de preparar, olhei pra fuça dele e vi mais uma vítima de qualquer paixão.
Devia me vingar por ter me feito de cobaia, mas pensei melhor, afinal de contas, consola-lo ia doer mais:

“Diz logo, qual é o problema?”.
Ele então desiste de cometer o suicídio ao comer aquilo que ele mesmo produziu no fogão, coloca o prato de lado, abre uma cerveja e derrama o verbo.

“Imagina a cena! Cheguei ontem na casa da Sueli, todo amoroso, louco pra beijar e sentir aquele corpinho dela deslizar entre meus dedos, a chamo no portão, ela manda entrar, corro pra dentro e o que encontro me deixa muito cabreiro”.

Estico o braço e abro uma cerveja também. Não consigo conter o sorriso de sarcasmo, provavelmente o cabeção encontrou um outro macho rondando o território e ficou todo ouriçado. Ri.

“E ai? Tinha alguém querendo demarcar o território lá também?”.
Faz cara de quem não gostou.

“Tão ruim quanto. Ela estava com aquela cara de quem está pronta pra discutir a relação, sabe?”.
Faço uma careta e ele concorda.
Penso comigo mesmo, porra, porque é tão difícil pra nós homens discutir a relação? Talvez seja porque não discutindo agente acaba enterrando os problemas dele em baixo do tapete, ou porque na maioria das vezes se torna um monólogo feminino e acabamos percebendo que, ou ela ta namorando outro cara, ou temos uma visão totalmente diferente da mesma situação. Ai nos dois casos o pau quebra.
Ele continua. Eu abro outra cerveja.
“Então... fico olhando a cara dela e tentando farejar o perigo, sabe, como um animal à espreita, tentando rever na minha mente alguma mancada que tenha dado e que por ventura ela, com aquela mania feminina de descobrir as merdas que agente apronta tenha, sabe... descoberto tudo”.
“Sei”.
“Bem, passou muita merda na minha cabeça e ela não dizia nada, então lancei mão de uns artifícios que na guerra do sexo são armas poderosas, primeiro elogiei seus cabelos e perguntei se havia mudado algo”.
“Seu verme” disse isso pensando que agente nunca faz nada direito e quando temos a chance de consertar as coisas, então ai sim, fazemos mais do mesmo, ou seja, merda.

“Eu sei, eu sei. Mas sabe de uma coisa? Não adiantou de nada, ela só fez dar um sorriso amarelo, dizer não e continuar com a carranca armada”.
“Parti então para o próximo ataque. Me aproximei dela e lhe fiz algum carinho, a beijei ali e aqui, enquanto perguntava se estava tudo bem, o que tinha acontecido, eu suava frio, sabe, a casa tinha caído eu fui o último a ser avisado”.
Olhei pra ele e imaginei a cena. Nos fazemos de forte, brigamos na rua, trocamos pneus de carro no braço, mas quando uma mulher faz cara de brava viramos umas criancinhas com medo da injeção e o medo se instala.

“Mané! Fala logo o que ela tinha, até eu estou curioso agora, aprontar com certeza você aprontou, não faz outra coisa mesmo”.
Ele aponta pra geladeira e pede pra eu pegar outra cerveja.

“Vou dizer, mas se prepara. Como disse o medo em mim já tinha se instalado, você me conhece, já dei todos os motivos praquela mulher largar de mim, mas se ela fizer isso eu tenho um treco, choro que nem criança, e peço pra voltar mesmo. Como eu não queria que a coisa chegasse a esse pé, entrei em pânico.
“Olhei pra ela e pensei em toda a bagunça, as farras, amigos e mulherada, me deu uma dor, pensei comigo, filho da puta valeu a pena?”.
“Valeu”? Disse isso dando risada.
“Cala a boca! Naquele momento só me restava uma coisa, abrir meu peito de dizer tudo, o quanto sou canalha e mulherengo e o quanto estava arrependido, foi quando peguei nas mãos dela e me preparei”
Acho que tinha bebido demais. Não podia estar ouvindo aquilo.

“E ai, conta logo!”.
“Bem ela me interrompeu quando estava abrindo a boca, olhou pra mim do jeito mais doce do mundo que se fosse diabético teria caído duro ali mesmo e o que ela disse você não vai acreditar”.
“Se você parar de enrolação e contar quem sabe”.
Tomou uma golada da cerveja. Riu e ...
“Cara! Ela olhou pra mim e me disse (fez um falsete com a voz aqui) “diz que me ama. Estou precisando ouvir isso, estou me achando tão feia hoje “cara eu não acreditei nisso”.
“Então quer dizer que toda a carranca dela era só hormônios ou coisa assim?”.
“Era”
“Mas e aquele papo de arrependido e tal, não mudou nada em você?”.
“HAAA! Aquilo. Bem sim, estou diferente sim, mas essa conversa eu deixo pra depois, sabe como é, vai ter uma festinha na casa da Leila e preciso da uma história pra Su”.
Que filho da puta!

Coro dos Escravos

terça-feira, 4 de novembro de 2008




Não há esperança para os fracos naquele terra. Triunfa a desordem e floresce às primaveras o medo e a angustia, se há o riso, ele nasce do desespero.
O sol nasce glorioso nos céus daquela terra, enquanto marcha em ritmo forte, homens e mulheres, semblantes sulcados pelos raios, pela esperança e sobretudo pela imposição da vida.
Não há esperança para os fracos lá.

Os jovens daquela terra desdenha do passado e se apóiam na inconsistência do futuro que ajudam a desconstruir.
Fraquejam sem esperança.

Os pensadores daquela terra montam seu altar em caixas televisivas, intelectualizam o preconceito, manipulam com o chicote das grandes corporações em riste, sempre pronto a punir a próxima revolução. São fracos e cínicos, sufocam com o próprio suor que goteja com sua culpa.

Não há esperança para os fracos naquela terra. Mas há os escravos dos dias e do tempo.

A eles há a glória pela busca por dias melhores e acreditam, mesmo que tácitamente, que não há honra na morte sem luta.

Os fracos! Os fracos de cima de suas muralhas de vidro e concreto, arranham o céu, mas não a face do Deus dos escravos lá em baixo.
Os escravos apesar de cegos, não se fazem de mudos, entoam o coro tão forte que há de abalar as estruturas das torres que abrigam os fracos, há de vergar o aço mais resistente e há de um dia despertar do berço esplêndido o gigante adormecido das américas.

Só espero que os jovens dessa terra despertem.

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A escultura acima se chama Gloria Victis, de Marius-Jean-Antonin Mercié.

Eu me esqueci de mencionar: O nome que da título ao texto(Coro dos escravos) é de uma ópera de Giuseppe Verdi, linda, majestosa e emocionante, vale a pena conferir nos youtubes da vida.

Receita de Felicidade

quarta-feira, 29 de outubro de 2008


...então eles viveram felizes para sempre.
O velho fechou o livro e olhou para o garoto na cama sabendo muito bem que ele não havia dormido:

- Vô? Todo mundo que se casa vive feliz pra sempre?

O velho ali sentado traça mais uma ruga em seu rosto quando ri da questão:

- Não Igor, alguns são felizes por bem pouco tempo.

O garoto olha ainda interrogativo para o avô, se ergue na cama e solta:

- E você e a vó são "feliz" pra sempre?

Aquela pergunta feita tão despretensiosamente, de súbito o envolve em um redemoinho de lembranças que logo o leva ao dia em que a conheceu.

"Posso me sentar aqui, senhorita?"
Tinha um frescor, uma juventude, um sorriso tão belo.

A cena se vai, a onda de lembranças arrebenta forte em sua cabeça, voraz, e logo esta ele em outra ocasião, anos depois no namoro.

"Não vê que eu te amo, Marina?"
"Eu te odeio, Jorge!"
Por que foi mesmo que brigamos...

Não há tempo pra resposta, o turbilhão logo o leva ao dia exato de seu casamento, horas antes.

"Jorge, esquece ela, vem comigo"
"Não Inês, é ela que escolhi, além do que ela espera um filho meu"
"Pode beijar a noiva"

Rápido como uma brisa noturna mais um pensamento lhe assalta.

"Estamos ferrados Marina, eu fui demitido"
"Tenha fé Jorge, vamos conseguir"

Com um estalo ele se lembra do tapa que desferiu no rosto dela, os garotos já grandinhos assistiam a cena assustados.

"Marina... me desculpa... eu."
"Vou levar as crianças pra minha mãe"

Nunca se perdoou por aquilo.

"Jorge, vamos, vai se atrasar para o casamento do seu filho!"
"Já vou amor, você sempre me apressa."

E mais e mais memória.

"Nosso neto nasceu Marina!"
"É Jorge, temos uma familia linda."

Aos poucos ele ouve a voz do garoto suplicante:

- Vô, vô, vô...

Ele volta do redemoinho:

- Talvez você não entenda agora Igor, mas eu e sua vó fomos tão felizes quando nos permitimos ser.
Agora vai dormir.

Boa noite, vô.

Minha Geração

sábado, 11 de outubro de 2008


Querido Papai Noel!

Em primeiro lugar foda-se que não seja natal e nem mesmo Dezembro, não ligo a mínima pelas imposições feitas por essa sociedade capitalista de merda ao qual o senhor é um símbolo majoritário, eu só quero poder viver sob a bandeira da pobreza, sob ideais socialistas com amigos socialistas que se socializam sob o efeito de alguma bebida alcoólica cara, o problema que pra isso eu preciso de algum dinheiro e se tivesse dinheiro não estava aqui falando mau da capitalismo, não é mesmo?

Não se iluda homem de vermelho! Não sou um vendido como dizem por ai. Sou um negociador que joga pesado, acontece que o problema esta com essa modernização da porra da sociedade, onde ninguém respeita as velhas tradições e quando tentei vender, ou melhor, negociar minhas velhas ideologias aos homens de frente, sabe o que fizeram? Me deram em troca uma carteira assinada e 8 horas de serviços diários e ainda por cima me proibiram de entrar na empresa com minha camisa do Che Guevara por ser partidária de mais. Filhos da puta! Paguei 20 reais por ela e nem posso exibi-la por ai, acham que é barato ser anti toda essa porra!

Eu sei que vai ficar contente ao saber que após aderir a todas as greves as quais algumas eu fiz em carreira solo (povo desunido!) fui sumariamente expulso das corporações "QUERO SUA ALMA".
Ria à vontade, mas saiba que saí de lá de cabeça erguida e 100 pratas no bolso, fruto do minha tentativa em mudar a humanidade. Com esse dinheiro financiei minha guerra.
Comprei uma camisa de uma banda punk que nunca tinha ouvido mas parecia agressiva e um violão usado e armado sai às ruas compondo meus hinos de liberdade.

Mais uma vez a merda da humanidade não estava preparada para aceitar o que eu oferecia e o mundo livre mais uma vez me tolhia a liberdade. Debaixo de porrada dos PMs (opressores, eu pago o salário deles pra eles me baterem!) tive que recuar com meus planos.
Seu velho desalmado! Saiba que enquanto lê essa carta eu estou fazendo seu jogo, mas é por pouco tempo, voltei a casa do meu pai e aceitei o trabalho sujo que me ofereceu, em troca só preciso aceitar que ele me pague a faculdade e assistir algumas aulas depois de fumar uma erva.
Logo mais estarei a frente dos seus negócios, quando se aposentar, e veremos quem vai escrever pra quem pedindo um violão novo, seu filho da puta!


Carinhosamente "Minha Geração"
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Quero agradecer a minha querida amiga Carla M DosCrimes pelo selo que me presenteou e para Anne O do infelizmente extinto Crônicas no Divã.
Meu sempre obrigado pelas visitas.
Quero repassar o selo "ESSE BLOG É INTILGENTE" que está laaaaá em baixo para o "de uma leveza insustentável" da Stephanie e para o Palavras Nuas.

Até

Cada qual no seu papel

sexta-feira, 3 de outubro de 2008


-Sabe? Acho que nosso casamento acabou!

O homem sentado no sofá que até então mantinhas os olhos presos a tv, resolveu se mexer.

-Espera um pouco, deixa eu tirar do futebol porque porque parece que vai começar um drama dos bons.
O porta-retrato ela tinha nas mãos se desprendeu como por vontade própria, o barulho o assustou:

"Essa merda toda está nos matando- começou, voz firme- cansei de me derramar em poses e de me fazer de boa dama. Eu não sou dama.
Cansei de ser confundida com um mausoléu de luxo e aceitar com sorriso de porcelana suas flores comemorativas, de ser boa mãe e dona de casa.
Como uma boneca, me travesti das melhores roupas que sou gosto concebia. Seu gosto maldito!
Nunca me reconheci em nenhum dos espelhos que quebrei e que me custaram dias de terapia, se lembra?
Cansei de fingir estar ofendida com os olhares famintos de seus amigos canastrões, e de conter minhas mãos que, donas de si, procuravam meu sexo, seu grande filho da puta.
Ha! Me desculpe... mas me cansei disso também, de lavar a minha boca nas águas sagradas da sua vergonha e aparência e pedir desculpa a cada palavreado feio.
Cansei dos seus presentes caros carentes de carinho, cheios de luxo cheirando a lixo. Você poderia me dizer que sempre tive tudo que uma mulher sempre sonhou, mas no fundo eu nunca fui uma mulher.
Não me olhe assim! Não se faça de ofendido! Nunca mesmo me tratou com uma mulher quer se sentir, suas poses... eu queria força, eu queria selvageria, me vestir como uma puta e ter seus dedos presos ao meu braço me censurando, sua voz firme me dizendo, "tire isso".
Eu nunca sangrei em seus braços, a não ser nos meus sonhos, que preferia ser com tantos outros.
Acabou! Frouxo!

Entre estarrecido e confuso, ele lentamente larga o controle que vai fazer companhia ao porta retrato, se aproxima da mulher que se mantém firme ainda que uma lágrima insistisse em descer de seu olho esquerdo e esboça algo pra falar, desiste, ao invés levanta sua mão e lhe acerta em cheio o rosto, lhe agarra o braço e a leva pro quarto.

Pela primeira vez em tempos de casada ela se sentiu mulher.

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Para Carla M meus agradecimentos pelo carinho e palavras e presentes, saiba que é recíproco.

Beijos

O Ponto (G)ramátical.

domingo, 28 de setembro de 2008


O prazer não estava no autor e sim nas palavras. Claro que não era em qualquer palavra, tinha que ter extensão, elas tinham que se atracar com a língua como um beijo francês, como a um amante latino de muito jeito e pouco caráter, podia ter qualquer significado, porém tinham que desembocar todas no prazer.

Começou com tenra idade, lá pelos 14 anos quando um professor, muito erudito, citava trechos de obras grandiosas, tão grandiosas que lhe alcançaram a vulva. Dostoievsk, Bukowski, Kafka, e muitos outros a comeram, com a força pungente dos velhos sábios.
Não tinha mais volta, sonhava com elas: sobrepujante, soberba, perplexa, incomensurável, nexo, sofreguidão, uma a uma lhe atingiam aos tímpanos em sincronia com a mão que lhe atingia as pernas.
Sexo era secundário.

Houve aquele cara. Tipo bonito, boa altura, músculos bem desenhados, bom papo e agora ali no quarto dela se preparava para o banquete principal enquanto degustava sua língua, mas ela parou:

- Espere, leia isso pra mim enquanto eu arranco minhas roupas – disse isso com fogo nos olhos.
Esticando as mãos para o pequeno caderno que ela lhe entregava e sem entender nada, abriu e viu que continham palavras uma abaixo da outra, muitas.
-Ande, por favor!
Então assim o fez!
-Transcendência.
-Sim! Continue.
-Extravagante, libidinoso, altruísta...
-Sim! Sim! Quero mais – suas mãos agora se perdiam nas profundezas de si.
-Ver-ver-borr-borragico.
-O que está fazendo? Seja direto, seja, seja verborrágico.
-Home-home-ométrico, póstu-mo, e-xarrrr-ce...
-Exacerbado! É exacerbado! Por favor, não pare estou quase ...
-Sinestésico, orno-orno-ono..
-Haaaa! – a frustração era quase palpável-Para, acabou, perdi o clima!
-O que aconteceu?- havia frustração ali também.
-Acontece que você é um ignorante, não precisa de uma mulher, precisa de um professor! Sai daqui!
-Sua maluca!

E se foi, como muito outros se foram, falho onde muitos outros falharam, que lhes adiantava a beleza do corpo se não possuíam a destreza da língua.
Sim, sexo era secundário, no escuro daquela noite tateou o dicionário e sorriu.

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Esse texto eu dedico a HeneyBee do GI.

Da Pátria, Caneta e Armas

terça-feira, 23 de setembro de 2008


"Ele pensou mesmo em mudar o mundo com aquela porra de caneta em punho e muita merda na cabeça, não é mesmo?
Achou que alguém iria, no final dos tempos, comprar aquela idéia comunista esquecendo-se que comprar era um verbo direto e de direita. Seus irmãos com os troncos nús, e olhar estreito, abriam caminho pela longa estrada da vergonha até o futuro, ferozes no trato com as armas, incapazes do ato do perdão, mas que choravam sobre a tumbas de suas velhas mães.
Algumas noites quando alguma puta me fazia crer que ainda era possível extrair algum prazer daquela latrina, a pouca luz, dava para vê-lo lutando com as palavras e com o mundo. Me esforçava como um cavalo na lavoura para não meter-lhe uma bala na cabeça ou na minha mesmo.
O idiota insistia em mudar o mundo com tinta, enquanto o sangue de nossas mulheres desciam vala abaixo.
Na noite mais negras dos meus dias, quando tudo que queria, cansado da batalha, a morte, balbuciando algo como "meu Deus", minha mão segurava tão firme minha pistola que hora se confundia com um parte de meu próprio corpo, veio ele em minha direção: "Acalma irmão, já está pra nascer o dia em que saberão de nossa aflição"
Cuspi-lhe a face. Covarde!

Pouco dias depois foi capturado, torturado e morto. Sua tinta tinha ferido a besta no próprio coração, havia prostrado e desnudado a face daquele que nos oprimia.
Meu coração rasga em noites frias quando me lembro da minha intolerância, e de como vendi minha juventude por ideologias que nunca foram minhas.
Enquanto minha espada lutava por uma bandeira sua pena lutava por minha alma. Eu cuspi em minha própria alma!"

- Desce mais uma Nicolas.
- Não acha que bebeu de mais, capitão? Não prefere uma Coca?
- HAHAHAHAHAHAH! Hummmmm!!! Mas é claro, não foi por isso mesmo que vendi minha alma?

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Quero agradecer a Sam do Exceção do mundo pelos presentes que me ofertou.

Eu, por minha vez os ofereço para:
http://acrossalltheuniverse.blogspot.com/ Da talentosa Nina
http://colunadolorida.blogspot.com/ do engraçadinho do Gil
http://doscrimesbordadosvaidades.blogspot.com/ Da minha doce Carla

Os Selos são esses 4 de baixo pra cima ai ao lado.
É isso.

As verdades que os homens contam

sexta-feira, 19 de setembro de 2008


Falar a verdade por vezes parece uma maldição... deixa eu pensar... sim parece sim.
Os seres humanos parecem ter uma relação incestuosa com a verdade, sabe, algo como se fosse bom te-la por perto, trata-la bem, mas não ser muito íntimo, nunca pôr-la na mesma cama, seria trágico e você teria rebentos deformados.
A verdade disso a cima é mais verdade ainda quando se trata de falarmos a verdade a uma mulher. Não que as mulheres sejam mentirosas ou tenham uma tendência maior pra isso, não, a questão é que elas tem mesmo menos estômago pra ouvir verdades.
Lembro que certa vez ousei dizer, em minha ignorância, que o vestido que minha amiga usava não era tão legal assim e na verdade só disse porque ela tinha pedido minha opinião, olhei pra ela esperando a gratidão por ter sido tão sincero mas o que vi em seus olhos me causa arrepios e me faz dormir com as luzes acesas até hoje.
Seu lindo rosto de anjo barroco se transformou em uma caricatura do mal, podia sentir seu hálito cada vez mais quente mesmo a distância e posso jurar que antes de postular que eu não entendia nada de moda(é verdade) eu ouvi ela dar aquele gritinho estranho da Xena.
Jurei por mim mesmo que iria gostar de tudo que ela vestisse daqui pra frente.

Um amigo teve um destino ainda pior, tudo porque ousou fletar com a verdade perante a sua namorada.
O dia era um sábado e hora era uma bem tarde quando ele resolveu olhar pro relógio só pra resolver esticar mais um pouquinho a noite junto com os amigos e a cerveja.
Músicas no violão e algumas cervejas depois resolvemos ir e fui acompanha-lo até sua casa que pra sua infelicidade também estava sua namorada que logo disse:

- Onde você estava que fiquei aqui te esperando?
Eu sei. Todos nós homens sabemos que se ele tivesse inventado uma estória qualquer as chances dele ter se saido numa boa eram bem grandes, mas homem honrado que é preferiu a verdade:

- Estava tomando uma cerveja com os moleques.

Pronto! Como uma amazona de orgulho ferido ela se lançou a lhe xingar e lhe perguntar se não tinha vergonha de falar aquilo(a verdade?) e como era cara de pau(de falar a verdade?) e coisas mais que todo homem já deve ter ouvido uma vez(na verdade muitas vezes). E ele não tinha mais defesa, pois a verdade, por ironia do seu destino boêmio estava ao lado dela, tudo que dissesse só pioraria sua situação, a verdade é implacável, nunca perdoa.
Algum pensador que não lembro quem é disse "A verdade é nosso bem mais precioso, vamos poupa-la". Provavelmente soltou essa depois de encarar a mulher e dizer que não havia notado seu novo penteado.
A verdade(e essa elas vão gostar) é que a sensibilidade da mulher carece de entendimentos ou padrões sociais, como carecemos de jeito com elas.
Mas o mundo gira e nós aprendemos


Ao lerem isso aqui não quero que encarem como um manual do bom mentiroso, nem achem que faço uma apologia a mentira, não, é só um tributo a criatividade.

Humano

domingo, 31 de agosto de 2008

Eu sei, andei muito tempo sem postar aqui, mas foi por problemas sérios que estou tendo, não esqueci de ninguém que gosto de acompanhar via blog, só não estu podendo por enquanto fazer com tanta frequência, mas logo logo eu volto no mesmo ritimo.
Bem já que fiquei um tempo sem postar mando doi de vez um com que foi um exercício de higiene mental(antigo nome desse blog) e outro uma nota chata provando que a humanidade não tá dando certo mesmo.

Até.


Acredito que todo negro nesse país um dia tenha sido vitima de preconceito. Eu mesmo já fui algumas vezes, nada muito pesado, mas o suficiente pra incomodar e ter fazer crescer um sentimento de revolta que costuma se alimentar principalmente dos espíritos jovens, como era o meu, e causar estragos. Acreditem, ele é voraz e inconseqüente.
Isso foi há muito tempo.
Porém algumas coisas pelo qual passamos voltam sem aviso e nos deixam pensando. A estrada que os negros traçaram até aqui, longa e dolorosa, foi pavimentada com lágrimas e sangue e não digo só em relação a esse pais, digo em um contexto geral.
O tempo da lamentação já passou a meu ver, e isso não é uma choradeira racial, muitos homens e mulheres ficaram pelo caminho só pra que hoje tivéssemos o direito de sermos respeitados como pessoa independente da cor e quando presencio o racismo eu, dolorosamente, lamento não só pelo ato em si, mas também pelo trabalho desses que de forma tão degradante é desrespeitada.
Luther King tinha um sonho e acho que esse sonho não era só dele e do povo negro, mas de todos aqueles que sabem o valor de uma vida e o peso de uma lágrima.
Uma mulher branca defendeu um negro hoje. Ele foi vitima de preconceito, ele foi vitima de preconceito que vinha de um cara que nem branco era.
Tristeza e alegria em uma mesma cena, no mesmo ato.

Palmas pra ela.

O Filho que não deu certo.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008


Detesto ser obvio.
Justamente por isso relutei muito em escrever sobre esse tema hoje, mas está sendo mais forte que eu(grande coisa até o Pink é mais forte que eu).
Ontem foi o dia dos pais, ou seja, presentes churrascos, telefonemas, abraços essas pieguisses todas que de fato não sou adepto e que costumo fugir como fujo de filmes do "Van Dame" ou músicas do NX Zero. Porem vendo esse clima todo ontem me fez pensar(não riam rs)
Nada disso aconteceu comigo e meu pai ontem, nunca acontece e talvez nunca irá acontecer, não somos inimigos, acontece que simplesmente não somos amigos.
Todos os erros que ele cometeu misturado com sua indiferença calcificou nossa relação e hoje somos assim: indiferentes um com o outro.
Não sou estúpido e esse é meu problema. Sei que ele é decepcionado comigo também, sempre fui entendido como o mais inteligente por ele, então construiu projetos pra mim que a minha rebeldia e inclinação para a desordem derrubou um por um.
Tenho culpa também.
A grande magia da vida, eu acredito, está no fato de ela dá grandes voltas em torno de nossos egos, e nos revela tudo de belo e feio.
E quando eu tiver um filho, o que vou passar pra ele? Muitas das historias que tenho pra contar são exemplos a não serem seguidos( anão ser meu gosto musical), eu que poderia ter sido tudo me resumi justo no que não queria ser: meu pai.

No entanto uma boa semana dos pais pra você e saibam nunca mais verão um post tão emo aqui de novo rs.

Até

Marcas: Uma questão de visão.

sábado, 21 de junho de 2008


Estou elegendo os mais novos heróis nacionais(o pior é quem nem sei quem são os antigos), um grupo de homens que encara a vida sem pessimismo, meus amigos, o lado negativo é uma questão de visão, e eles têm a melhor.
Esse novo herói tem a coragem de bombeiros(lê-se cara-de-pau)o caráter dos maiores estadistas(aqui políticos)as idéias dum um revolucionário da américa pobre(nesse ponto "ganhar dinheiro").
Eu lhes apresento o PUBLICITÁRIO.

Sim, esse homem (ou grupo) leva o país nas costas e não cansa nunca. É dele o papel de deixar nossas vidas muitos mais felizes, bastando pra isso só alternar um pouco a realidade.
Alteração de Realidade, vai dizer que isso não é um poder de herói? Que inveja!

Como com todo poder também advém muita responsabilidade(finalmente consegui usar essa frase clássica em algum lugar), eles são responsáveis por dar uma cara bonita as Grandes Mega Corporações Comedoras do Seu Dinheiro, e seu efeito faz as pessoas pararem de pensar.

Mas todo herói que se preza e que prezamos tem um nêmesis, um contrário, um grande inimigo, um anti-herói e como eu sempre fui a favor dos vilões nos desenhos é com prazer que vou me prestar a esse papel.
Eu lhes apresento EU o ANTI-HERÓI.
Meu papel será desmontar, desconjuntar, levar a vocês meros mortais o desconfortante peso da realidade lhes tirando a capa protetora que esses bons homens levam vocês a se cobrirem. HAHAHAHAHAH(a risada clássica dos vilões claro).

Vamos analisar algumas frases reconfortantes :

"Existem coisas que o dinheiro não compra, para todas as outras existe MasterCard." - MasterCard. Com essa simples frase eles fazem você esquecer do juros altos, das faturas sem fim, do Cerasa e das atendentes de telefone especialistas em gerúndio. De uma hora pra outra você será feliz se tiver um e será muito infeliz quando tiver vários.

"Viver bem faz bem." - Medial. Que frase linda!! Viver faz bem, isso entra em nossos corações, ainda mais reforçado com aquelas imagens bucólicas com gente bonita e filhos fofinhos brincando. Ali agente sabe que viver faz bem a não ser que precisemos do plano de saude, porque essa frase tem o poder de agente esquecer das milhares de carêcias enclausuradas nas entrelinhas do contrato.

"Linhas Aéreas Inteligentes." - Gol Quanto poder!! Eu prefiro: Gol, Um dia você vai cair nessa! Mas eu sou um pessimista.

"Porque se sujar faz bem." - Omo. A verdade oculta aqui é uma só: OMO porque se sujar nos faz bem.

"Tem 1001 utilidades." - Bombril. Aqui a culpa é de minha imaginação, só usei ele pra uma coisa... não espere pra duas, eu queimava ele nas festas juninas também... espere três, eu usava pra ajudar a antena fazer o serviço dela melhor: arrumar a imagem da tv. Viu? Três, quase mil e uma.

"Um jeito diferente de viajar." - TAM Viagens.
Essa, acreditem é uma campanha pro legalização da maconha.

"Cada um na sua mas com alguma coisa em comum." - Free. Ardilosos meus inimigos, eles deixaram o sujeito oculto, para uma sensação de conforto maior. Tenho que descobrir o sujeito(no bom sentido), então a frase ficaria assim "Cada um na sua mas com algum câncer em comum"

"Venha para o mundo de Marlboro." - Marlboro. Ou morra tentando.

"Quem lê Veja entende os dois lados". Na verdade o certo aqui seria:"Quem lê Veja entende os dois lados... da Direita".

"Na nossa frente, só você".-SBT. A verdade sempre aparece meus caros. "Na nossa frente só você e a Globo".

"Seu Potencial. Nossa Inspiração". "Falha Ilegal. Problema seu"

FOLHA DE S. PAULO - De rabo preso com o leitor. Aqui devo explicar que que há uma mensagem subliminar de conotação puramente sexual.

Foi o ultimo.

Na verdade o trabalho de um vilão nunca termina mas ja cansei. Devo creditar uma ajuda que tive ainda que involuntária(ser vilão é legal por isso, coação rsr)eis abaixo minha fonte de pesquisa usem com cuidado e sempre para o mal.

Fonte: http//mundodasmarcas.blogspot.com

 
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