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Domingo no Internacional.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008


Eu sou do tipo aventureiro, gosto de emoções fortes, brincadeiras perigosas, nunca dispenso um cocktail de adrenalina.
O problema é que por vezes me falta algum dinheiro para, digamos, dar um toque de sofisticação a esse meu lado James Bond, convenhamos nem sempre dá pra pular de para-quedas, fazer um Rapel ou mesmo me arriscar na Algusta aqui em Sampa com uma camisa escrita 100% negro.

Nessas horas que para aplacar minha sede sangue e glória resolvo fazer a única coisa plausível para um bandeirante como eu. Sigo até o shopping INTERNACIONAL DE GUARULHOS.
Sim meus caros. Uma vez dentro dele terá momentos inesquecíveis como se fosse nada mais é que uma personagem de cinema, envolto em emoções, corajoso, audaz, tendo que tomar a melhor decisão que levará o grupo ao qual lidera pra fora daqueles labirintos de loucura e lamentos.

Claro! A primeira vista parece com um shopping qualquer, cheio de som e fúria, a não ser pelo nome que nunca foi justificado, talvez por inveja do aeroporto local que se chama Aeroporto Internacional de Guarulhos, tenham também lhe dado o nome de Internacional e a não ser por umas pinturas mal feitas de pontos turísticos famosos e de uma casa de câmbio vazia, não vejo nada de internacional.
Mas nos apressemos para a aventura.

Na entrada somos recebidos com uma fonte que jorra litros e litros de água ao sabor do vento, molhando os desavisados, logo a frente portas de vidro que se abrem e fecham como por mágica, bastando somente nos aproximarmos.
A travessia pela estrada da fonte até suas portas mágicas é calma, mas no primeiro segundo dentro de suas dependências, podemos sentir a força daquela construção e o que nos espera logo a frente.
No hall de entrada vemos duas escadas que se movem no sentido oposto, a que leva pra cima costuma ser guardada por duas beldades sorridentes e de corpo escultural.
Malditas sejam!
Eu, cauteloso que sou, observo um humano que, atraido pelos encantos das beldades, ou mesmo empurrado pela necessidade de subir as escadas, perigosamente se aproxima de mais. O que se segue é além do terrível para que qualquer língua mundana possa descrever, lamento ser eu portador desse fardo. Elas o cercam sempre sorridentes, fechando o cerco sem ao menos dar a chance para a vítima pensar no que acontece, o medo deforma seu rosto quando uma delas mostra o emblema do Mastercard, já é tarde de mais para ele.
Mais que depressa viro meu rosto e sigo na direção norte no primeiro entrave a esquerda, meus passos rápidos não me deixam ver a placa que diz:

MAcDONALD'S.

Esse sentido nos leva a um largo corredor onde vemos vitrines com roupas femininas de um lado e mulheres com olhos arregalados e brilhantes do outro. Parecem dominadas por algum tipo de encanto, pouco falam, nada ouvem. Seus parceiros em vão tentam empurra-las pra fora daquela área mas desesperados percebem que não é possível, alguns choram quando vêem suas mulheres saindo com sacolas e sacolas das lojas.
Por todo o lado se ouve e vê o mantra de adoração em letras garrafais:

OFERTA. 50% OFF. LIQUIDAÇÃO.

Sigo em frente. Procuro, tentando me desviar sacolas e entregadores de papeis, o segundo par de escadas que me levara para o topo daquela construção, a direita da saída do corredor da liquidação feminina eu as vejo, gêmeas de personalidade diferentes, uma desce outra sobe.
Mas para alcança-las eu teria que enfrentar um grande obstáculo: o CHOPP TIME.

O Chopp Time e um tipo de taverna moderna com bebidas caras e fora da realidade e da cotação de qualquer moeda, onde os bravos guerreiros que conseguiam chegar ali poderiam se embebedar e assistir a algum jogo no telão, tentar alguma coisa com as damas locais ou ouvir musica ao vivo.
Como eu, depois de tudo que tinha passado poderia resistir àquele oásis? O problema é que minha aventura poderia acabar ali se não conseguisse resistir, meu fim seria sóbrio e sem dinheiro.
Respirei fundo e a passos cuidadosos tentei seguir sem olhar mas sabendo que ao lado tinha uma tentadora foto de um chopp, espumoso e gelado me convidando de dentro de uma caneca segurada por uma daquelas gostosas de comerciais, dizendo:

- Idiota! Não está vendo que sou uma gostosa com um chopp na mão? Do que mais precisa pra gastar toda sua grana aqui?
Eu sorria. E quando já estava, cego, seguindo em direção ao bar um alarme horrível soou, tão diferente e grotesco que fui despertado do transe.
Tentando entender o que acontecia e procurando com os olhos o inimigo dos meus ouvidos, vejo bem perto de mim as gêmeas. Era minha salvação. Corro.
Atinjo com pés pesados os degraus, na metade do caminho vejo a fonte daquele barulho que havia me despertado do transe, era um dupla de cantores sertanejos que fazia um apresentação ali.

Abano a cabeça e olho pra cima. O que vejo me aterroriza. Meu coração entra em disparo, meu desespero é tal que penso em voltar na contra mão da escada. Não é possível.
A traiçoeira escada me leva direto a ela. A terrível ZUKEN CO.


continua...

Meu mundo encantado

domingo, 31 de agosto de 2008

Eu costumo me diverti pensando em minhas próprias versões dos contos clássicos infantis, com finais mirabolantes e conexões entre eles.

São sempre versões nada corretas e nada infantis, mas me divertem muito, como sempre meu humor negro me diverte (pelo menos a mim).
Em minha versão para “A Bela Adormecida” ela nunca caiu no sono porque antes de se meter a tecer e furar o dedo resolveu, para animar as coisas naquela noite chata, cheirar cocaína, exagerou na dose e por mais que tivesse sido amaldiçoada com o longo sono nada podia faze-la dormir estava muito elétrica.
Em a “Branca de Neve”, os setes anões nada mais eram que uma quadrilha de traficantes e usavam a mineração como fachada, alias era com ele que a viciada da Bela conseguia seu pozinho, certa noite encontraram uma garota muito bela e muito branca que precisava de ajuda e como nada nesse mundo é de graça resolveram ajuda-la em troca de uns favorzinhos.
Foi ai que a Branca de neve, para escapar das garras da madrasta, começou a vender pó pela vizinhança, daí seu apelido Branca de Neve.
Pior pra ela, pois sua madrasta invejosa, além de invejosa era uma agente federal disfarçada que estava investigando uma denuncia de má administração de verba no reino do pai juntamente com associação ao tráfico, usando de suas habilidades seguiu os rastros deixados pela Branca e caiu na biqueira da floresta, neste ponto a Branca estava já totalmente envolvida com a coisa e resolveu não sair perdendo trocou tiros com a madrasta-agente e levou a pior, acordou no hospital e pegou trinta anos nada felizes na cadeia.
Em “João e o pé de Feijão” o Jaum era atormentado por uma doença de ordem psicológica que o aprisionava em sua própria mente. Deitado em uma cama de um hospital psiquiátrico qualquer, olhando fixamente para o teto, se imagina escalando um pé de feijão que vai até os céus e bla-bla-bla,( o resto vocês conhecem) . Em sua cabeça e historia sempre recomeça.

Como puderam ver minha mente deturpada deturpa até mesmo coisa inocentes como contos de fadas, desse jeito meu desejo de escrever um livro infantil vai ser vetado por todas editoras do pais.

Escola- Tempos de Violência. Parte II

terça-feira, 15 de julho de 2008


EU não tinha muito tempo pra avaliar minhas estratégias, em poucas horas haveria um sacrifício em nome do Deus "Violência Gratuita" e eu tinha sido o escolhido.
Por sorte eu era um cara bem relacionado dentre os vários grupos ali no grande Circus, e tinha gente me devendo favores. Aprendi cedo que uma guerra se faz com aliados e eu iria procurar os meus.
Não fazia nem 5 minutos que o "Gordo" tinha me ameaçado de morte na saída e já corria os boatos nos corredores, tanto que um do grupo dos desertores veio até mim:

"Cara! TÔ sabendo ai que o gordão vai te arrebentar".
"Caralho!!!! Já tá sabendo? Será que essa merda vai sair no Fantástico?
"Nem esquenta, eu e um pessoal estamos com um plano de fugir assim que o intervalo terminar, se quiser vir com agente?

Aquilo até poderia parecer uma boa idéia, mas era péssima. Uma porque aqueles caras nunca davam uma dentro, de 10 tentativas de fugir da escola 11 davam erradas, e pior que tentar fugir covardemente de uma briga é tentar fugir covardemente de uma briga, não conseguir, tomar um esculacho do diretor e depois apanhar lá fora.

"Não deixa quieto"
"Beleza qualquer coisa é so falar"

Depois daquilo eu tinha feito os meu contatos, buscando no mais profundo lamaçal escolar a ralé que iria me acompanhar na saida, sim porque o gordo não viria sozinho e nessas horas são as más companias que salvam a pele.
Na sala onde eu estudava o pessoal até tentava disfarçar mas a excitação era evidente, o pessoal ali eram como tubarões farejando sangue.
E o pior é que todos os comentários que eu conseguia captar eram uma variante entre, eu iria me ferrar, eu iria me ferrar muito e eu estava morto. Sabiam como por um homem pra baixo.

Ultima aula e o sinal bate. Mais que depressa o pessoal levanta e corre pra saida, claro, tinham que garantir o melhor lugar na grande luta que viria.
Levantei calmamente peguei minha mochila e fui pra porta, os caras que iria me acompanhar estavam lá me esperando, eram 4 todos com um currículo extenso de brigas e expulsões. Tinha escolhido a dedo. Mas eles só entrariam se os amigos do Gordão entrasse caso contrário seria só eu e ele, homem-a-homem-baleia.
Fomos pra porta de saída,dava pra sentir o olhar de todos sobre nós. Não tinha mais volta.
O lugar da briga era o local de todas as brigas, atrás da escola. Chegando lá já pude ver a multidão ouriçada gritando frases de incentivo tais como, "Vai morre Márcio" "Mata ele", "Ninguém separa". E sério, todas as outras eu achei até normal, mas "Ninguém separa" é cruel de mais.
Alguns segundos depois de mim chega o gordão e sua turma, então as vozes ficam mais altas, o publico mais excitado. Então o gordão levanta a voz:

"O que vai ser? Eu e você ou minha turma e a sua"?
Eu não podia fazer feio, ele tinha me dado a escolha e se fosse esperto escolheria turma versos turma porque a minha ia arrebentar a dele, mas como eu sou idiota e quis dar uma de soldado orgulhoso fiz a pior escolha para meus osso.
"Só eu e você".- e a multidão foi ao delírio.

Soltamos nossas mochilas e aquela massa imensa de banha veio pra cima de mim, com a fúria de mil orcs.
O primeiro soco foi eu que acertei, bem na barriga. O Chato que além de não ter surtido nenhum efeito foi o primeiro e único. Depois disso ele me socou, varias vezes na barriga(acho que pra me mostrar como que se faz) e um no meu nariz, que me levou ao chão sangrando igual uma menininha.
Depois disso contrariando o coro, uma turma de garotos mais velhos nos separaram.

Ali eu aprendi uma importante lição: Nunca soque um gordão na barriga, pois o verme não vai sentir nada, tem que ser no nariz porque dói de verdade.

É isso.

Escola- Tempos de Violência

segunda-feira, 7 de julho de 2008


Todos aqui sabemos o que é uma escola, não?
Só pra refrescar a memória: Uma escola é o lugar onde passamos boa parte de nossas vidas tentando escapar ou provocar humilhações, desenvolvendo assim nosso lado sociável quando, por exemplo, temos que convencer alguém a não quebrar a sua cara ou a não roubar suas coisas. Também desenvolvemos nosso lado atlético, pois não raro é necessário corrermos de bandos de Orcs, quero dizer alunos, que gritando frases de incentivo como; Vai morrer! Duvido você pular esse muro! Fazem você dar o melhor de si.
Qualquer senso de respeito à vida humana é duramente combatido e intolerado.

Foi nesse ambiente que mais parece um pano de fundo para Cães de Aluguel que eu descobrir minhas habilidades como negociador, orador e líder. Mas para que tais habilidades viessem à tona tive claro que passar por algumas provas tão duras quanto aquelas que Pai Mei submete seus alunos.
É nessa parte que começa minha história.

O pátio da escola onde fazíamos nosso intervalo, mais conhecido como O COLISEU, era planejado para que cada tipo de atividade tivesse seu espaço. Ali encontrávamos o grupo de mauricinhos que com suas roupinhas da moda tentavam comer as patricinhas, o grupo de aspirante a traficantes que sorrateiramente negociavam todo o tipo de quinquilharia que ia de latas de refrigerantes a gabaritos de provas, o grupo dos desertores que se reuniam nos cantos do grande Coliseu bolando planos e mais planos para fugirem dali e só voltarem no outro dia e claro tinha o grupo dos jogadores. Esses se reuniam em mesas onde tudo era possível, onde as cartas e as peças eram senhoras dos destinos daqueles ali presente, onde a mentira e o blefe eram a mãe da sorte e a sorte só brilhava para os mais capacitados. Era desse grupo que eu fazia parte.

Naquela tarde as coisas iam mal pra mim e meu parceiro, tudo conspirava contra nos, e mão após mão tudo piorava. Tinha apostado toda a grana do mês e para um garoto de 14 anos isso é demais, não estava disposto a perder.
Mas o truco é um jogo traiçoeiro, pode ser esperar tudo dele, e para aquela ultima jogada eu tinha 2 cartas e um segredo... Bem de baixo da mesa. Fui pro tudo ou nada e pedi 12, meu parceiro na outra ponta da mesa me olhava assustado, sabia que eu não tinha nada nas mãos, meus adversário se olhavam desconfiados, mas pelo andar da carruagem nada mais podia ser feito. Aceitaram meu desafio eu sorri e os engoli.
Em meio a nossa comemoração que eu e meu parceiro fazíamos com cifras nos olhos deu pra ouvir um grito:

-Você roubou!
-Que!!! – falei fingindo indignação.
-Você roubou! – repetiu apontando para a porra da carta que tinha ficado de baixo da porra da mesa.
Mas agora era só questão de argumentar, estava na cara que eu tinha roubado, pois o truco exige isso, e todos ali que se aglomeravam pra ouvir a discussão sabiam que eu tinha roubado, mas como em todos pais civilizado o inocente é aquele que convence todos disso e não o que não cometeu o crime, eu só tinha uma missão: Convence-lo.
-Não força! Essa carta não é minha você que deixou cair ai de propósito só pra falar essa merda de roubo, todos sabem aqui que eu não roubo (alguns risos da molecada ao redor, gente ingrata). Essa foi uma boa jogada minha desacreditar ele perante o pessoal.

-Claro que não, como eu ia fazer isso com você do outro lado da mesa?- Estava tentando se safar, mas já estava condenado, pois tropeçava nas palavras.

- Sei lá! Todo mundo sabe aqui que você é muito espertinho. – um elogio pra desarma-lo e ao mesmo tempo enterra-lo.
Estava quase tudo resolvido. Ele lutava com seus poucos neurônios pra arrumar um argumento que corroborasse com a sua justa acusação a minha pessoa de roubo, quando meu parceiro com o espírito solidário, mas sem noção do perigo tenta me ajudar:

-É e tem outra se não foi você que pôs essa carta ai foi quem, sua mãe? –algumas risadas aqui.
-Você chamou a minha mãe de que?- porra ele estava ficando nervoso e isso não era bom, eu tinha que consertar a merda que meu parceiro tinha feito.
-Ele não chamou sua mãe da nada não disfarça e paga agente. –pronto uma solução rápida quase um pedido de desculpa.
E teria dado certo se agente não tivesse na escola, mas estando num lugar desse onde todo a fauna é alimentado com sangue meu plano foi por água abaixo, pois um arruaceiro qualquer que ouvia a discussão gritou:
-Ele chamou sua mão de ladra, disse que ela rouba no truco!

Que droga claro que agente não tinha dito aquilo, tanto porque aquela velha não deveria saber jogar nem o próprio jogo, o jogo da velha. Era tarde de mais pra argumentações, a turba de agitadores fazia provocações e meu adversário um moleque gordo e duas vezes maior que eu sabia qual era a lei naquele meio, sua honra tinha sido manchada, sangue teria que ser derramado para que ele não perdesse o respeito, foi quando apontou seu dedo pra mim e sentenciou:

-Tá ferrado Marcio. Vou te estourar na hora da saída! –disse isso e um turbilhão de vozes o apoiou.

Droga! Nessa hora pensei comigo se era tarde pra fazer parte do grupo de desertores. Eu tinha até um plano.

Continua...

Minha vida em cena

domingo, 29 de junho de 2008


É certo dizer que a vida imita a arte ou que a arte imita a vida?
De fato tenho minhas dúvidas, mas quem aqui nunca se imaginou inserido em uma cena de cinema que atire a primeira crítica.
Normal. A vida parece bem mais interessante vista pela tela grande, todos os problemas só um detalhe a serem transpostos com um pouco de perseguição, balas, explosões e sexo(não necessariamente nessa ordem). Eu mesmo mesmo já me imaginei explorando os restos de um civilização perdida com chicote na mão e muita astúcia, ou mesmo dançando tango com uma mulher deslumbrante como em Perfume de Mulher, manobrando uma moto virtual como em Tron, sendo hipnotizado por uma dançarina de chapéu preto como em Cabaret, não resistindo ao lado negro da força(esse despensa apresentação)e como sempre me vendo na pele de um mafioso cruel e disposto a tudo pela família como em o Poderoso chefão.

Mas sabemos o quanto a realidade é dura e por vezes menos glamurosa, que arrumar uma briga no bar te traz alguns hematomas e umas horas na delegacia, correr em alta velocidade quando a policia te manda parar te insere em algum artigo foda da porra de justiça, que oferecer uma carona para aquela garota linda de vestido curto na beira da estrada deserta vai resultar em assalto.

Porém como todo bom vilão de filme, desistir não está nos meus planos, e o plano aqui é transformar a minha vida toda torta em clássicos do cinema(mas sem direito ao Oscar porque convenhamos, Oscar é pra velhos puritanos conservadores de merda), e pra isso elejo 5 frases de filmes que poderiam se encaixar perfeitamente em situações da minha vida, claro se ela tivesse um bom roteirista. São elas:


"Sou uma cortesã. Sou paga para fazer os homens acreditarem naquilo em que querem acreditar". Moulin Rouge
Em qual cena deveria aparecer: Bem essa resumi minhas primeira experiência com uma dama da noite. Seus gritos, seu suor, minha satisfação de garoto dando prazer a uma mulher e no final da noite meus 80 reais indo embora.

"Há dores impossíveis de ignorar". Instinto Selvagem 2.
Quando deveria ter dito: Depois de, na quinta serie, ter sido sacaneado por um idiota, ter levantado da carteira, ter pego ele pelo braço, e depois eu ter levado um soco.

"Não há certezas, apenas oportunidades". V de Vingança
Quando deveria ter dito: Quando numa mesa de jogo aqui em casa olhávamos tensos uns aos outros sabendo que uma derrota levaria ao perdedor beber de virada um copo cheio de Velho Barreiro que levaria, aliados aos outros copos anteriores ao coma alcoólico, quando de repente alguém grita truco, então digo 6,9, 12 e meu parceiro com cara de enjôo pergunta. Tem certeza?
Bebemos tudo.

"A religião católica baseia-se num erro de tradução". Snatch - Porcos e Diamantes
Quando deveria ter dito: Todas as vezes em que fui obrigado na infância aguentar as ladainhas chatas das missas chatas de domingos.

"- Verifica o seu estado. Se estiver muito ébrio, podes avançar. Se estiver algo ébrio, cuidado.
- E se estiver sóbrio?
- Isso não irá acontecer". O Libertino

Quando deveria ter dito: Todas as vezes que entro num barzinho, apesar que ficaria bem
repetitivo.

Esse post teve o gentil apoio não autorizado desse blog aqui http://frases-e-filmes.blogspot.com/2006_02_01_archive.html

A Semente

terça-feira, 17 de junho de 2008

Por esses dias estivemos eu e um amigo discutindo acerca do nome que eu daria a meu filho.
Muitas nomes foram soltos entre risadas, copos e o violão e um ar de paternidade me pegou, assim desse jeito, meio sem avisar.
Havia recebido a notícia de que seria pai há dois dias e já estava naquele clima, de jardineiro e sua semente.
Ela me guardou essa semente um mês e duas semanas antes, antes que meu coração pudesse vacilar ao som de suas palavras.
" Amor... estou grávida".
E como vacilou.
E tudo que consegui fazer foi levar minha mão ao seu ventre.
Uma nova história tinha casa ali.

Mas voltando aos nomes alguém disse que era interessante eu colocar o nome de uma pessoa que considerasse meu herói.
Entre risos disse que não daria certo meus herois eram o Jaspion, Jet li, Bruce Lee, Luke Skywalker, Darth Mal... claro tinha outros como Luther King mas...

Infelizmente hoje eu soube que eu não poderia dar nenhum desses nomes a ele (não que quisesse realmente) é que a minha alegria passou como um vento bom, que nem nos dá chance de se acostumar e já se vai, mas que já, assim como é, faz falta.

Minha doce criança se foi antes de vir, num capricho da natureza, nem sempre bondoza. Não que precisasse ser...

Adeus filho. Força Adriana. Te amo.

Barrados no Shopping

segunda-feira, 9 de junho de 2008


Desculpem, mas essa sexta não pude escrever os causos do menino que crescia por problemas pessoais, mas nesta sexta vai ter mais.




Adoro cinema. Adoro o cheiro local, o clima ansioso das pessoas para assistirem ao filme, a sala escura, os burburinhos e até mesmo o canhoto do ticket que te entregam ao entrar na sala.
Não foi diferente nesse último sábado quando resolvi assistir o quarto filme de uma das minhas trilogias preferidas o Indiana Jones. Estava aproveitando todas aquelas sensações e quem apontasse seu olhar curioso para a parte de cima das fileiras estofadas do cinema e me visse sorrindo e aproveitando todo aquele ar não acreditaria a aventura que foi estar ali. Explico:

No Cinemark a empresa do melhor complexo de cinema aqui de Guarulhos emprega uma lei cruel em suas dependências: A lei da fome.
Essa lei diz que você só pode comprar e entrar com comida que seja vendida por eles, tudo o que for de fora fica pra fora. Pois bem essa lei se torna mais cruel quando resolvo dar uma olhada para o menu variadissimo de guloseimas do ambiente e percebo logo de cara que vou precisar vender a meu corpo pra comprar uma garrafa de água que seja.
Eu só via uma saída para aquela situação, naquela tarde eu iria infligir a lei.

O plano era simples e parecia bom, esse complexo de cinema fica dentro de um shopping e todo shopping tem um mercado, iríamos até ele compraríamos o maior número de coisas e doces e balas que pudéssemos esvaziaríamos os bolsos e bolsas e colocaríamos os produtos contrabandeados neles e entraríamos ilesos.

Dada as diretrizes rumos para execução do plano e a primeira parte foi simples a não ser na parte da fila do mercado, estava gigantesca e pelos olhares nervosos daquela gente acho que grande parte daquele pessoal teve a mesma idéia que eu, malditos contraventores.
Terminada a tortura da fila era hora de esvaziarmos os bolsos. Tudo que era superfalo deveria ser jogado fora para dar lugar a mercadoria. No meu caso foi simples só tive que me desfazer de um monte de papel inútil e foi assim um a um a não ser com minha maior cúmplice: Adriana banana que também chamo de amor, coração, paixão, anjo, bem essas coisas.
Sua bolsa tinha muitas coisas e no entendimento dela não era nada superfulas, na verdade é um enigma como uma bolsa tão pequena pode comportar tanta coisa, dali saia de tudo, desde toda a parafernália feminina como batom, lápis e absorvente até pilhas incrível. A bolsa da mulher é um mundo à parte. Depois de alguma discussão demos um jeito, claro não conseguimos fazer com que ela jogasse nada fora, mas ela arrumou uma maneira que conseguir enfiar mais alguma coisa lá (não me pergunte como).
Terminada esse processo já era hora de testarmos nosso plano e fazer frente ao nosso maior inimigo: O Bilheteiro.

Fui na frente confiante, pois tinha que passar segurança para meus parceiros, um pouco mais atrás de mim estava Adriana Banana, cuja mão trêmula pregada a minha dava o tom do nervosismo que ela estava. Outros do bando vinham mais atrás com alguns quilos a mais pregados nos bolsos do casaco. Chegamos a frente do cinema olhei pra trás e firme disse vamos e dei um passo quando senti um forte puxão olhei pra trás e ouvi a Adriana dizer:

- Má (ta certo, isso não é apelido para um mafioso mas ela já ta acostumada a me chamar assim) tem certeza que eles não revistar agente?
- Claro que não, isso ai é um cinema não é a alfândega é só agirmos naturalmente.

Dito isso eu imaginei o que aconteceria se eles tivessem empregado cães farejadores de guloseimas, teríamos que correr daquelas feras mas com todo o peso extra que estávamos levando ficaríamos mais lentos do que já somos mesmo então estas bestas pulariam em cima de nós estraçalhando nossas vestes e trazendo a luz da lei a prova do nosso crime. Nos jornais matinais a manchete:
“GRUPO DE GAROTOS SÃO PRESOS AO TENTAREM CONTRABANDEAR COMIDA PARA O CINEMA. POLICIA ACREDITA SER O MAIOR BANDO DO PAÍS”.

Deixei esse pensamento de lado, pois era bem capaz de o meu grupo acreditar nessa besteira.
Puxei eles para a fila para entregarmos o ticket e ali foi que o desastre aconteceu.
Já tinha entregado o meu olhando fundo nos olhos do bilheteiro (droga ficou meio gay isso) tentando passar confiança e naturalidade ele tinha comprado minha atuação pois mandara eu passar e foi assim um a um quando o ultimo de nós enfia sua mão suada no bolso do casaco para puxar o bilhete e junto com ele cai um saquinho de bala.
Nãaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaooooooooooooooooooo!!! Olhamos um na cara do outro e ao redor ao mesmo tempo tentando encontrar um ponto de fuga algo que pudesse nos tirar dali rápido. Mas claro não deixaria ninguém pra trás essa era a leia dos bandidos.
Olhei para meu companheiro que fez a merda toda para ir em sua defesa quando vejo ele se abaixar pegar o saquinho, entregar o bilhete ao bilheteiro que diz firme:
- Bom filme senhor.
- Brigado.

Hahahahahahah foi o som ouvido quando ele se juntou a nos. Tanto barulho por nada.
Assim rumamos pra sala escura para ver mais uma aventura do fabuloso Indy.

Até.

Homem da casa

quarta-feira, 4 de junho de 2008


Tudo bem mulheres vocês sempre tiveram razão, nos homens somos um pouquinho desleixados eu confesso.
Anos e anos e eu só tive esse entendimento agora que olho ao redor do meu quarto e vejo um prato lutando bravamente com uns dois copos pelo espaço na cômoda e apesar de ser dois contra um o prato está levando vantagem pois um copo esta prestes a cair.
Mais ao lado algumas revistas se espalham pelo chão em uma tentativa clara de inibir qualquer pessoa de passar pelo meio do caminho que dá acesso ao quarto inteiro. Mais a frente eu vejo algumas roupas limpas atrais do que deveria ser um guarda-roupas.
Alguns seres visíveis somente a noite zombam da minha comida porque ela parece intacta em cima de minha estante depois de todos esses dias. Será que minha comida não é boa o bastante pra esses vermes?

Penso, porra essa não foi a educação que minha mãe me deu. Na verdade ela me deu tão bons exemplos, sempre que eu deixava meus brinquedos dentro do prato de comida esquecido na sala ela me mostrava que não era certo e pegava(tá certo as vezes eu não estava pra ver ela fazer, acho que foi por isso que eu não aprendi direito).

Tenho que ter aquele pensamento cristão e miserável de que minha mãe não vai estar pra sempre ao meu lado. Quando isso acontecer estarei eu casado? Estarei eu regenerado? Estarei eu .... casado?

Vendo tudo isso hoje digo estar arrependido. Estou profundamente arrependido de ter por anos impedido que minha mãe limpasse meu quarto.
E agora o que me resta e dar o braço a torcer, estender as mangas da camisa pegar na mão da minha mãe e dizer: desculpa pode limpar às quartas-feiras.

:)

Quem vê Orkut não vê coração

segunda-feira, 26 de maio de 2008


Esses dias me peguei pensando no Orkut. Na verdade o que me intriga realmente é a relação que seus usuários têm com essa coisa.
Usuários do Orkut se transformaram em xiitas mal amados, prontos a defenderem seus territórios-perfil de qualquer invasor. E eu burro do jeito que sou imaginava exatamente o contrário que aquilo era pra atrair partidários para junto do seu ego orkulistico. Explico:

É comum você encontrar como descrição pessoal algo assim:
"Quem sou" : sou egoísta, chato, dificilmente vai gostar das coisas que digo eu penso, se ainda quer me add tudo bem se não gostou de mim cai fora.
A menos que você seja um soldado israelita ou um simpatizante do Hittler vai ser complicado simpatizar com alguém assim. E se alguém não quer ser muito aberto a amizades porque faria um perfil no orkut?

Imaginava que as pessoas estreitariam mais suas relações com a chegada desse site, mas a tentativa pode ser mais complicada que parece.
Primeiro para que alguém se interesse por você a ponto de deixar alguns elogios em seu scrap você tem que estar disposto a algumas coisas, tais como, dizer algo sobre você, listar alguns de seus interesses e por suas melhores fotos para bancar uma de modelo(no caso de alguns colocar as menos piores).Acontece que muitas vezes não vemos a foto da pessoa que nos interessou lá no perfil de entrada,(logo pensamos, ou é feia eu é feia e ainda louca) depois ela listas seus interesses de forma tão detalhada que parece que estamos lendo Guerra e Paz e na metade caímos no sono e quando vamos dar uma olhada no álbum do dito cujo esta devidamente trancado, ou seja ela conseguiu se isolar e ser a pessoa reclusa e chata da festa.
Mas acontece que nosso senso gregário fala mais alto e insistimos com a idéia besta de entrar em contato com aquele mala e olhando mais pro lado vemo algo escrito:

"Fotos so pelo msn"

Você, guerreiro do Orkut, abre um sorriso e procura o endereço do msn da pessoa, então vê mais abaixo escrito:

"Msn só pra amigos"

É um caminho complicado esse de fazer amigos pelo Orkut por isso mesmo prefiro a moda antiga, sair, beber e tentar me dar bem rrsrsr.

P.s Ja se depararam com alguém que deixou um recado no seu scrap perguntando quem você é só porque você ja passou no perfil dela??
É o cúmulo da carência rsrs

link pra tirinha click aqui

 
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