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O Adeus (causo do menino que crescia)

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Deitei minha cabeça sobre o peito já nu há algum tempo.
Ouço um sussurro dizendo “não, deixe eu ir”
Mas eu não estava a segurando, não com meus braços.

Interessante que não queria àquela altura nada que abrandasse meu coração, queria tormenta, queria a fúria no olhar e lábios trêmulos de cólera. Ergui a cabeça que tinha encontrado casa naquele seio moreno e vejo que não teria o que queria.
Respirei fundo e mergulhei igualmente fundo no olhar dela que pairava acima de minha cabeça.
Eu a odiei, foi por um segundo ou menos, mas eu a odiei. Ela era muito superior a mim e seu olhar transmitia isso, seus gestos, seu corpo retesado naquela cama, nu e exalando sexo, tudo estava acima de mim, inclusive o sentimento que nutríamos um pelo outro, meu amor era só um mimo para meu ego.

Vagabunda.
Foi o que pensei na hora e não havia justiça nesse meu pensamento.
Ela afagou minha cabeça enquanto ainda olhava pra ela e ali me senti como um cachorro abandonado, sabem?
Assim, por dor e raiva, desci com minha língua ao meio das pernas daquela mulher e mergulhei nela o mais fundo e rápido que pude naquele sexo que antes era só fonte de prazer.
Fiz isso porque sabia que sexo aquela altura machucaria sua alma e lembrava que ela mesma havia dito que “gosto de você, mas não podemos ficar juntos”.

Sim fizemos sexo mais uma última vez e só depois de alguns anos, quando atingi a maturidade que aquela mulher já possuía, percebi que o que a incomodava não era o sexo como despedida e sim a lança que eu mesmo apontava contra meu peito.
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Esse é meu post de número 100 e como tal quero oferece-lo como agradecimento e homenagem a todos aqueles que vêem aqui e me fazem companhia.
Gente que aprendi a admirar e passei a gostar como se fosse um amigo próximo, porque amigos eu já os considero.
Que todas as alegrias sejam multiplicadas por 100.
Em especial á vocês:
Carla M
GilGomex
Barbarella
Laila
*.*Allegr!a*.*
HoneyBee
Marcelo
Larissa
Sam
Staphanie
Nina
Bruno
Arlequim
Ju carvalho.

Obrigado a todos vocês.

A mão que balança o berço(Causos do menino que crescia)

quinta-feira, 23 de outubro de 2008


Lembro a forma cuidadosa como estiquei a toalha em cima da mesa e como que, com alguns gestos de mão, espanava uma ou outra sujeira imaginária que havia por ali.
Lembro também que àquelas mesmas mãos horas antes castigavam uma massa que logo seria nossa refeição.
Minha falta de maturidade me fazia sentir homem grande, afinal de contas eu tinha preparado aquele almoço sozinho, sabe, coisa de homem moderno e dedicado a mulher com um leve toque de romantismo. Engraçado pensar nisso agora.
Voltando mais um pouco, penso nos anos anteriores ao daquele almoço, quando nos conhecemos, muito tempo antes alias. Eu tinha os pés descalço e jogava bola com os amigos, nas ruas por asfaltar de minha casa, ela era só uma garotinha que fazia pose de mulher crescida e olhava aqueles pirralhos todos com ar de desgosto.

Exigiu mais de mim que dela estarmos dividindo aquela mesa, de vê-la sorrir, surpresa com tudo, de sentir que ela estava orgulhosa seja lá com que fosse ali.
Não digo sobre o preparo da comida, mas falo do percurso até ela.
Tive que aprender dia-a-dia todas as verdadeiras malícias da vida, tive que deixar os pés descalços no pretérito e transformar as confusões que gostava tanto de entrar em histórias de mesa e de amigos.
O mais difícil e talvez a lição mais valiosa que ela exigiu de mim foi no ato de aprender a chorar. Eu tive que parir essa habilidade, doeu, como dói o nascimento do novo e como um rio rompendo uma barragem eu o fiz, tentando vencer a vergonha e ao mesmo tempo descobrindo que não era vergonha nenhuma chorar por algo que ser quer.

A conversa naquele dia foi bem leve a não ser por um momento, me lembro.
Falávamos sobre fazer ou não faculdade, sobre os amigos de infância, sobre temperos e o fato de elas se sentir constrangida por eu (segundo sua bondade) cozinhar melhor que ela.
Uma fatia daquelas palavras ainda reverbera em minha cabeça:

- Sabe que você pode ser melhor que tudo isso, não? - sua voz ali era de pesar
- Sabe que não gosto quando fala assim, como seu eu fosse melhor do que apresento.
- Mas sabe que tem potencial pra ser, tem tanta inteligência no planejamento, só falta disposição para execução.

Eu realmente odiava quando falava assim comigo, me sentia como uma criança que faltou à alguma aula.
Acontece que crescer dói e tratamos os agentes do crescimento como algoz.

- Ta bom! Ta bom! Sei que tenho que melhorar alguns aspectos da minha personalidade, mas não quero estragar esse dia falando de mim - rimos alto e todo o peso da conversa se foi.

Tenho muitas saudades dela, pois, em alguma curva mal feita de nossas vidas fomos separados, ela e eu fomos indo de vagar até cada um sumir no horizonte do outro.
Costumo imaginar como ela esta, se tem filhos, se terminou a faculdade comprou uma casa algum lugar e dorme mal por causa das dívidas.
Se ainda se lembra de mim.

Eu mudei muito desde que nós vimos pela última vez, e ela foi parte no processo, só lamento dizer que uma coisa não mudou, cozinho tão mal quanto antes.

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Agradeço a gentileza de duas pessoinhas muito bacanas que me presentearam cada uma com um selo, são elas a Arlequim e minha nova velha amiga Barbarella.
Agradeço sempre a presença das duas aqui.
Eu os ofereço a todos da minha lista de blogs ai ao lado, sirvam-se, está la em baixo. :)
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Quero oferecer esse texto a minha doce amiga TG, amigas das horas tardias e fã dos causos do menino que crescia.
A você com carinho.

Me desculpem as belas, mas humor é essêncial

quarta-feira, 10 de setembro de 2008


Eu sou atraído por mulheres inteligentes.
Costumo não entender quando em alguma revista feminina, que costumam ir na contra mão da inteligência de qualquer um, saem dizendo que não gostamos desse dom nelas.
Injustiça.
Quando digo que gosto de mulheres inteligente não quer dizer que idealizo encontros do tipo mesa, wisk e longas discussões acerca de O CAPITAL, apesar de que à parte do wisk eu gosto sim.
Não procuro uma crítica literária ou uma especialista em cinema francês, o que gosto é de bom humor, de boas piadas, belas saídas, boas tiradas e que eventualmente critique alguma novela da globo ou a globo inteira (ta certo isso é exagero mas eu gosto).

Ma nessa vida há uma regra (na verdade existem muitas): Não podemos ter tudo.
Tive que me contentar com só uma fatia do bolo quando conheci e comecei a sair com a Samanta.
Samanta era muita inteligente, dona de boa cultura e vasto conhecimento sobre muitos assuntos, tinha muito bom gosto musical e até mesmo sabia cantar, só lhe faltava mesmo uma coisa: bom humor.
Era incapaz de entender a fina arte do sarcasmo, não por que fosse intelectualmente incapaz, mas porque era humoristicamente inapta.

Talvez fosse o feminismo. Ela conhecia todas as grandes escritoras dessa facção, gostava de bandas só de mulheres e me condenava por gostar de Mila Kundera que ao seu gosto era machista de mais.
Lembro do dia em que nos beijávamos em cima da cama (sim apesar do feminismo ela gostava de homem, em certo sentido claro) e minha mão, condicionada por anos de treino, tocou de forma firme seu seio esquerdo, ela se deixou levar quando por um instante eu parei de beija-la e com a mão em seu seio disse:

-Sabe o que mais me atraiu na revolução feminina?
De largo sorriso no rosto disse:
-Não, o que?
-A queima do sutiã, se continuasse queimando facilitaria muito minha vida agora.

Alguma coisa no jeito dela me olhar e me empurrar da cama me disse que ela não tinha entendido a piada.
Certa vez me havia dito que quando saia de casa sabendo que ia rolar sexo entre nos (o que era freqüente apesar de tudo) ela pensava muito no que iria vestir então para colocar um pouco de humor naquele dia eu disse:
-Eu faço o contrário penso muito em como vou tirar tudo isso.
Enquanto eu dava um riso solo ela me olhou carrancuda e disse:
-Não tem jeito você é como os outros né?
Eu estava afiado naquele dia então completei:
-Outros? Então você me diz na cara dura que têm outros? Quantos no total?
É desnecessário dizer que naquele dia eu não tirei nada.

A falta de humor dela e as bandas punks feministas tiraram a graça da relação.
Ela até me presenteava com bons livros, mas faltava o humor talvez hoje ela tenha achado e seja uma mulher perfeita.
Minha atual namorada não gosta dos livros que leio, não fala de política, não sabe o que é Canes e só assiste filmes dublados, porém em compensação é dona de um humor refinado, gostoso e inteligente, me sacaneia com suas piadas sobre o futebol e não se ofende com as minhas acerca do carro e da mulher.
Ela me é perfeita.

Até.

Pecado Original

quinta-feira, 7 de agosto de 2008


A conversa toda havia começado com essa pergunta:

-Porque vocês homens têm o dom de nos decepcionar?É um lazer?
Eu olhei pra ela co um ar de cansaço tanto físico quanto desse assunto, que parece nunca estar fora de moda e que por vezes dá péssimos capítulos de novela:
-Talvez a culpa seja de nossa natureza mesmo, desligados, desleixados, insensíveis, bem, essas coisas todas que toda mulher tem na ponta da língua, mas hoje eu estou inclinado a pensar que muito da culpa é de vocês, mulheres.
-Claro que sim! Eu me lembro do dia que comi a maldita maçã e toda a humanidade se lascou - disse isso com um leve tom de raiva.
Eu ri:
-Você não entendeu. Acho que a expectativa estraga a surpresa, vocês esperam de mais de um homem, penso que a tristeza de vocês não é com os defeitos que temos e sim com as qualidades que sonharam e não encontram.
-E vocês não esperam nada da gente, nunca exigem? - ainda com raiva.
-Claro que sim, mas normalmente tudo que queremos de uma mulher ela normalmente possui. Mulheres em sua maioria são carinhosas, vaidosas, se dão bem na cozinha e são companheiras e normalmente é tudo que queremos a ponto de suportamos os defeitos que tens.
-Ainda acho que o fato de esperamos de mais não os redime das faltas que todos um dia comete.
-Claro que não, mas a perfeição nunca foi um objetivo, e arrebentar o coração de uma mulher nunca foi prazer, só que a vida dá dessas. Sofremos por amor também.
-Claro! Mas é tão raro.
-Menos do que imagina. Se os copos falassem diriam que a um coração de homem machucado a cada duas garrafas.
Ela sorriu descontraída e disse com a mão no peito:
-Quanto drama! Quase acreditei no seu discurso.
-Quase!? Uma pena me esforcei tanto pra mentir e você diz isso.
Rimos tão alto que o bar todo nos olhou por um segundo, rapidamente se levantou mas antes de irmos embora ela disse, baixinho como se fosse um segredo:
-Você é um canalha.
E fomos.

Insustentável Leveza do Ser (Causos do menino que crescia)

quinta-feira, 17 de julho de 2008


Sempre que passo meus olhos ou mesmo releio a "Insustentável Leveza do Ser" eu me lembro dela e nem sei exatamente porque.
Havia algo nela que anos depois quando li essa obra voltou com força. Conseguia lembrar seus gestos, seu cheiro, sua força e até mesmo a forma delicada como prendia os cabelos no alto da cabeça.
Interessante que éramos garotos devorando o mundo como se não tivéssemos tempo pra mais nada, tudo era urgente e mesmo quando nos tocávamos o compromisso não era com o beijo em si, mas com a descoberta e dos "porques" daquelas necessidades.

Eu era imaturo, ela era ingênua. Eu passava por cima de tudo imprudentemente, ela avaliava. Eu a amava,ela me amava.
Pelo menos assim eu entendi.
Naquele ponto da minha vida(tinha 16) eu já tinha descoberto o sexo, mas foi ela que me ensinou o que é fazer amor.

Lembro como se fosse à um filme que após nossa primeira vez ela descansava sobre meu braço, num silêncio que só foi cortado por um leve gemido. Olhei pro lado e para meu desespero total ela estava chorando.
Me amaldiçoei na mesma hora, com certeza tinha a machucado ou algo assim. Estúpido.

"O que foi anjo, porque tá chorando, te machuquei?"- um silêncio que perdurou pela eternidade de um segundo me consumiu. Depois:
"Não, não! É que eu tô feliz. Estava com muito medo, mas agora estou feliz"

O resto é história.
O mundo como sempre girou e girou, jogando cada um para um lado e nos mostrou que a urgência que tínhamos para viver era bobagem.
Ela se mudou e nunca mais a vi.
Eu continuei vivendo e me enfiando em confusões com a mesma ânsia que tinha quando a beijava.
Parece que levei mais tempo pra aprender certas coisas, mas nem me arrependo.
Mas saudade é saudade e por vezes bate a porta.

Causo do menino que crescia: Eu te amo

sexta-feira, 30 de maio de 2008


É natural que nós homens reclamemos das dificuldades em uma relação, mas verdade seja dita, trazemos tudo isso como um troféu a ser erguido no roll de memórias e mostrado entre um copo e outra numa roda de amigos.

Ciúmes, briguinhas, escapadas, sexo na mesa da cozinha tudo isso marca e dependendo de como for, orgulha um homem. Mas o top-top das marcas de guerra no campo da conquista são as enrascadas em que nos metemos pra ter uma mulher ao nosso lado. Explico:

16 anos e toda uma vida pela frente, mas do que me valia se não pudesse te-la?
Havia coisa de um mês agente se encontrava às tardes para os costumeiros passeios e beijos de língua. Mas algo de estranho estava acontecendo! Tinha vontade cada vez maior de vê-la e aquelas tardes se tornavam insuficientes e pequenas de mais para o que sentia. E o que eu sentia? Dessa vez era mais que tesão.

20:30 de uma noite de sexta. Precisa dizer a ela o que... bem o que eu precisava fazer. Telefone:
- Alô! hãa oi anjo!
- Oi Má.
- Preciso te ver. Quero te dizer uma coisa.
- Agora? Minha mãe não vai deixar eu sair e além do mais acho que vai chover.
- Vamos dar um jeito tem que ser hoje. Que tal no seu quintal, perto do jardim?
- Bem só se for, mas vai ter que pular aquele murinho sem fazer muito barulho.
- Não tem problema, já to indo.
- Beijo, gatinho (:) ela me chamava assim)
- Beijo, linda!

Estava âncioso e o tempo mudava, ia chover. Apertei o passo. Logo depois da subida avistei o portão da casa do meu anjinho e mais a direita o murinho que tinha que pular e espera-la.
Era fácil e já tinha feitos umas duas vezes antes. Sem novidade, pé direito no buraco e depois... Bem depois como que por extinto que acomete os amantes noturnos resolvo dar uma última olhadinha pra rua antes de me arremessar pra dentro e o que vejo me deixa um tanto confuso e amedrontado. Era um carro da policia que vinha em minha direção.

Puta que pariu eu pensei! Se me vêem pulando acham que é ladrão e vão verificar na casa ou na melhor das hipóteses me metralham e deixam meu corpo lá jorrando sangue pra depois descobrirem que morri por uma mulher(dramático, não?).
Bem nenhum dos dois estava nos meus planos pra aquela noite. Então percebi que tinha tomado a atitude mais burra de minha vida até então porque logo que pus os pés no chão ouço o barulho do carro vindo em minha direção e logo o que faço? Tomo a segunda atitude mais burra até então: eu corro.

Imaginem a jumentisse! Imaginaram? Então parem de rir pra eu continuar.
Minha sorte era que eu conhecia a área e logo a frente ao lado da casa dela havia um tipo de alameda que lógico o carro não passaria e na saída dessa alameda uma rua com vários terrenos vazios. Me embrenhei em um deles, o que tinha mais mato e o que o meu desespero deixou eu escolher e fiquei ali. E como não iria querer encontrar aquele carro da policia tão cedo decidir que iria ficar ali por uns 30 minutos. Não era tão ruim... claro até que começou a chover.
Vou dizer pra vocês, mato e chuva não combinam!

30 minutos depois mais ou menos a chuva piora e resolvo voltar. Nem ao menos passei pela casa dela, estava traumatizado.
Chego em casa e ainda molhado ligo pra ela:
-Oi linda!
-Porque não veio?
-Hãaa... é que... choveu quando estava saindo acabei desistindo.
-Pena fiquei te esperando estava curiosa. Me diz o que ia dizer.
-Bem... nada de mais só ia dizer que acho que eu... bem... te amo!

Esse meu caso durou mais 4 meses. Foi curto mas foi bom.

Até a próximo causo do menino que crescia.

Causo do menino que crescia

sexta-feira, 23 de maio de 2008


Eu queria amar a mesma mulher o resto da vida e as outras o resto da noite.

Mas a noite para os amantes pode ser bem perigosa. Explico:

Ela era linda, cheirosa, elegante, meiga e eu tinha 15 anos ou seja apesar de todas essas qualidades o que mais queira era come-la. Depois de algumas semanas de beijos e mão bobas o meu objetivo tinha hora e local marcado: minha casa cerca das 9 horas.

Ela chegou, tímida mas decidida, com um sorriso que devorava minha alma e perturbava minha libido. Que anjo e era só minha rs!
Depois de uns minutos de conversa no escuro da garagem fomos para o que interessava(ou o que me interessava) carícias mais fortes fizeram com que minhas calças fossem ao chão e meses de desejo reprimido por um cubículo chamado banheiro dava lugar a realização de um garoto que logo seria um Homem. Foi quando ouvi um gritinho vindo do fundo da garganta dela e eu com as calças na mão olhei para o lado e encarei minha mãe.

Você sabe o quanto é humilhante ser pego de calças na mão pela sua proporia mãe? E sabe o quanto é frustrante sabendo que de todos os momentos aquele era o mais errado?

O pior foi que minha mãe pediu pra ela ir embora( que??????????/) e disse pra ter cuidado comigo pra não acreditar em tudo que eu dizia(???). Da pra entender porque uma mãe faria isso com o próprio filho?

Tenho traumas, sempre quando tiro as calças eu lembro desse dia rsrs.

Não ria por favor.

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