Cada qual no seu papel

sexta-feira, 3 de outubro de 2008


-Sabe? Acho que nosso casamento acabou!

O homem sentado no sofá que até então mantinhas os olhos presos a tv, resolveu se mexer.

-Espera um pouco, deixa eu tirar do futebol porque porque parece que vai começar um drama dos bons.
O porta-retrato ela tinha nas mãos se desprendeu como por vontade própria, o barulho o assustou:

"Essa merda toda está nos matando- começou, voz firme- cansei de me derramar em poses e de me fazer de boa dama. Eu não sou dama.
Cansei de ser confundida com um mausoléu de luxo e aceitar com sorriso de porcelana suas flores comemorativas, de ser boa mãe e dona de casa.
Como uma boneca, me travesti das melhores roupas que sou gosto concebia. Seu gosto maldito!
Nunca me reconheci em nenhum dos espelhos que quebrei e que me custaram dias de terapia, se lembra?
Cansei de fingir estar ofendida com os olhares famintos de seus amigos canastrões, e de conter minhas mãos que, donas de si, procuravam meu sexo, seu grande filho da puta.
Ha! Me desculpe... mas me cansei disso também, de lavar a minha boca nas águas sagradas da sua vergonha e aparência e pedir desculpa a cada palavreado feio.
Cansei dos seus presentes caros carentes de carinho, cheios de luxo cheirando a lixo. Você poderia me dizer que sempre tive tudo que uma mulher sempre sonhou, mas no fundo eu nunca fui uma mulher.
Não me olhe assim! Não se faça de ofendido! Nunca mesmo me tratou com uma mulher quer se sentir, suas poses... eu queria força, eu queria selvageria, me vestir como uma puta e ter seus dedos presos ao meu braço me censurando, sua voz firme me dizendo, "tire isso".
Eu nunca sangrei em seus braços, a não ser nos meus sonhos, que preferia ser com tantos outros.
Acabou! Frouxo!

Entre estarrecido e confuso, ele lentamente larga o controle que vai fazer companhia ao porta retrato, se aproxima da mulher que se mantém firme ainda que uma lágrima insistisse em descer de seu olho esquerdo e esboça algo pra falar, desiste, ao invés levanta sua mão e lhe acerta em cheio o rosto, lhe agarra o braço e a leva pro quarto.

Pela primeira vez em tempos de casada ela se sentiu mulher.

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Para Carla M meus agradecimentos pelo carinho e palavras e presentes, saiba que é recíproco.

Beijos

O Ponto (G)ramátical.

domingo, 28 de setembro de 2008


O prazer não estava no autor e sim nas palavras. Claro que não era em qualquer palavra, tinha que ter extensão, elas tinham que se atracar com a língua como um beijo francês, como a um amante latino de muito jeito e pouco caráter, podia ter qualquer significado, porém tinham que desembocar todas no prazer.

Começou com tenra idade, lá pelos 14 anos quando um professor, muito erudito, citava trechos de obras grandiosas, tão grandiosas que lhe alcançaram a vulva. Dostoievsk, Bukowski, Kafka, e muitos outros a comeram, com a força pungente dos velhos sábios.
Não tinha mais volta, sonhava com elas: sobrepujante, soberba, perplexa, incomensurável, nexo, sofreguidão, uma a uma lhe atingiam aos tímpanos em sincronia com a mão que lhe atingia as pernas.
Sexo era secundário.

Houve aquele cara. Tipo bonito, boa altura, músculos bem desenhados, bom papo e agora ali no quarto dela se preparava para o banquete principal enquanto degustava sua língua, mas ela parou:

- Espere, leia isso pra mim enquanto eu arranco minhas roupas – disse isso com fogo nos olhos.
Esticando as mãos para o pequeno caderno que ela lhe entregava e sem entender nada, abriu e viu que continham palavras uma abaixo da outra, muitas.
-Ande, por favor!
Então assim o fez!
-Transcendência.
-Sim! Continue.
-Extravagante, libidinoso, altruísta...
-Sim! Sim! Quero mais – suas mãos agora se perdiam nas profundezas de si.
-Ver-ver-borr-borragico.
-O que está fazendo? Seja direto, seja, seja verborrágico.
-Home-home-ométrico, póstu-mo, e-xarrrr-ce...
-Exacerbado! É exacerbado! Por favor, não pare estou quase ...
-Sinestésico, orno-orno-ono..
-Haaaa! – a frustração era quase palpável-Para, acabou, perdi o clima!
-O que aconteceu?- havia frustração ali também.
-Acontece que você é um ignorante, não precisa de uma mulher, precisa de um professor! Sai daqui!
-Sua maluca!

E se foi, como muito outros se foram, falho onde muitos outros falharam, que lhes adiantava a beleza do corpo se não possuíam a destreza da língua.
Sim, sexo era secundário, no escuro daquela noite tateou o dicionário e sorriu.

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Esse texto eu dedico a HeneyBee do GI.

Da Pátria, Caneta e Armas

terça-feira, 23 de setembro de 2008


"Ele pensou mesmo em mudar o mundo com aquela porra de caneta em punho e muita merda na cabeça, não é mesmo?
Achou que alguém iria, no final dos tempos, comprar aquela idéia comunista esquecendo-se que comprar era um verbo direto e de direita. Seus irmãos com os troncos nús, e olhar estreito, abriam caminho pela longa estrada da vergonha até o futuro, ferozes no trato com as armas, incapazes do ato do perdão, mas que choravam sobre a tumbas de suas velhas mães.
Algumas noites quando alguma puta me fazia crer que ainda era possível extrair algum prazer daquela latrina, a pouca luz, dava para vê-lo lutando com as palavras e com o mundo. Me esforçava como um cavalo na lavoura para não meter-lhe uma bala na cabeça ou na minha mesmo.
O idiota insistia em mudar o mundo com tinta, enquanto o sangue de nossas mulheres desciam vala abaixo.
Na noite mais negras dos meus dias, quando tudo que queria, cansado da batalha, a morte, balbuciando algo como "meu Deus", minha mão segurava tão firme minha pistola que hora se confundia com um parte de meu próprio corpo, veio ele em minha direção: "Acalma irmão, já está pra nascer o dia em que saberão de nossa aflição"
Cuspi-lhe a face. Covarde!

Pouco dias depois foi capturado, torturado e morto. Sua tinta tinha ferido a besta no próprio coração, havia prostrado e desnudado a face daquele que nos oprimia.
Meu coração rasga em noites frias quando me lembro da minha intolerância, e de como vendi minha juventude por ideologias que nunca foram minhas.
Enquanto minha espada lutava por uma bandeira sua pena lutava por minha alma. Eu cuspi em minha própria alma!"

- Desce mais uma Nicolas.
- Não acha que bebeu de mais, capitão? Não prefere uma Coca?
- HAHAHAHAHAHAH! Hummmmm!!! Mas é claro, não foi por isso mesmo que vendi minha alma?

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Quero agradecer a Sam do Exceção do mundo pelos presentes que me ofertou.

Eu, por minha vez os ofereço para:
http://acrossalltheuniverse.blogspot.com/ Da talentosa Nina
http://colunadolorida.blogspot.com/ do engraçadinho do Gil
http://doscrimesbordadosvaidades.blogspot.com/ Da minha doce Carla

Os Selos são esses 4 de baixo pra cima ai ao lado.
É isso.

As verdades que os homens contam

sexta-feira, 19 de setembro de 2008


Falar a verdade por vezes parece uma maldição... deixa eu pensar... sim parece sim.
Os seres humanos parecem ter uma relação incestuosa com a verdade, sabe, algo como se fosse bom te-la por perto, trata-la bem, mas não ser muito íntimo, nunca pôr-la na mesma cama, seria trágico e você teria rebentos deformados.
A verdade disso a cima é mais verdade ainda quando se trata de falarmos a verdade a uma mulher. Não que as mulheres sejam mentirosas ou tenham uma tendência maior pra isso, não, a questão é que elas tem mesmo menos estômago pra ouvir verdades.
Lembro que certa vez ousei dizer, em minha ignorância, que o vestido que minha amiga usava não era tão legal assim e na verdade só disse porque ela tinha pedido minha opinião, olhei pra ela esperando a gratidão por ter sido tão sincero mas o que vi em seus olhos me causa arrepios e me faz dormir com as luzes acesas até hoje.
Seu lindo rosto de anjo barroco se transformou em uma caricatura do mal, podia sentir seu hálito cada vez mais quente mesmo a distância e posso jurar que antes de postular que eu não entendia nada de moda(é verdade) eu ouvi ela dar aquele gritinho estranho da Xena.
Jurei por mim mesmo que iria gostar de tudo que ela vestisse daqui pra frente.

Um amigo teve um destino ainda pior, tudo porque ousou fletar com a verdade perante a sua namorada.
O dia era um sábado e hora era uma bem tarde quando ele resolveu olhar pro relógio só pra resolver esticar mais um pouquinho a noite junto com os amigos e a cerveja.
Músicas no violão e algumas cervejas depois resolvemos ir e fui acompanha-lo até sua casa que pra sua infelicidade também estava sua namorada que logo disse:

- Onde você estava que fiquei aqui te esperando?
Eu sei. Todos nós homens sabemos que se ele tivesse inventado uma estória qualquer as chances dele ter se saido numa boa eram bem grandes, mas homem honrado que é preferiu a verdade:

- Estava tomando uma cerveja com os moleques.

Pronto! Como uma amazona de orgulho ferido ela se lançou a lhe xingar e lhe perguntar se não tinha vergonha de falar aquilo(a verdade?) e como era cara de pau(de falar a verdade?) e coisas mais que todo homem já deve ter ouvido uma vez(na verdade muitas vezes). E ele não tinha mais defesa, pois a verdade, por ironia do seu destino boêmio estava ao lado dela, tudo que dissesse só pioraria sua situação, a verdade é implacável, nunca perdoa.
Algum pensador que não lembro quem é disse "A verdade é nosso bem mais precioso, vamos poupa-la". Provavelmente soltou essa depois de encarar a mulher e dizer que não havia notado seu novo penteado.
A verdade(e essa elas vão gostar) é que a sensibilidade da mulher carece de entendimentos ou padrões sociais, como carecemos de jeito com elas.
Mas o mundo gira e nós aprendemos


Ao lerem isso aqui não quero que encarem como um manual do bom mentiroso, nem achem que faço uma apologia a mentira, não, é só um tributo a criatividade.

Me desculpem as belas, mas humor é essêncial

quarta-feira, 10 de setembro de 2008


Eu sou atraído por mulheres inteligentes.
Costumo não entender quando em alguma revista feminina, que costumam ir na contra mão da inteligência de qualquer um, saem dizendo que não gostamos desse dom nelas.
Injustiça.
Quando digo que gosto de mulheres inteligente não quer dizer que idealizo encontros do tipo mesa, wisk e longas discussões acerca de O CAPITAL, apesar de que à parte do wisk eu gosto sim.
Não procuro uma crítica literária ou uma especialista em cinema francês, o que gosto é de bom humor, de boas piadas, belas saídas, boas tiradas e que eventualmente critique alguma novela da globo ou a globo inteira (ta certo isso é exagero mas eu gosto).

Ma nessa vida há uma regra (na verdade existem muitas): Não podemos ter tudo.
Tive que me contentar com só uma fatia do bolo quando conheci e comecei a sair com a Samanta.
Samanta era muita inteligente, dona de boa cultura e vasto conhecimento sobre muitos assuntos, tinha muito bom gosto musical e até mesmo sabia cantar, só lhe faltava mesmo uma coisa: bom humor.
Era incapaz de entender a fina arte do sarcasmo, não por que fosse intelectualmente incapaz, mas porque era humoristicamente inapta.

Talvez fosse o feminismo. Ela conhecia todas as grandes escritoras dessa facção, gostava de bandas só de mulheres e me condenava por gostar de Mila Kundera que ao seu gosto era machista de mais.
Lembro do dia em que nos beijávamos em cima da cama (sim apesar do feminismo ela gostava de homem, em certo sentido claro) e minha mão, condicionada por anos de treino, tocou de forma firme seu seio esquerdo, ela se deixou levar quando por um instante eu parei de beija-la e com a mão em seu seio disse:

-Sabe o que mais me atraiu na revolução feminina?
De largo sorriso no rosto disse:
-Não, o que?
-A queima do sutiã, se continuasse queimando facilitaria muito minha vida agora.

Alguma coisa no jeito dela me olhar e me empurrar da cama me disse que ela não tinha entendido a piada.
Certa vez me havia dito que quando saia de casa sabendo que ia rolar sexo entre nos (o que era freqüente apesar de tudo) ela pensava muito no que iria vestir então para colocar um pouco de humor naquele dia eu disse:
-Eu faço o contrário penso muito em como vou tirar tudo isso.
Enquanto eu dava um riso solo ela me olhou carrancuda e disse:
-Não tem jeito você é como os outros né?
Eu estava afiado naquele dia então completei:
-Outros? Então você me diz na cara dura que têm outros? Quantos no total?
É desnecessário dizer que naquele dia eu não tirei nada.

A falta de humor dela e as bandas punks feministas tiraram a graça da relação.
Ela até me presenteava com bons livros, mas faltava o humor talvez hoje ela tenha achado e seja uma mulher perfeita.
Minha atual namorada não gosta dos livros que leio, não fala de política, não sabe o que é Canes e só assiste filmes dublados, porém em compensação é dona de um humor refinado, gostoso e inteligente, me sacaneia com suas piadas sobre o futebol e não se ofende com as minhas acerca do carro e da mulher.
Ela me é perfeita.

Até.

Humano

domingo, 31 de agosto de 2008

Eu sei, andei muito tempo sem postar aqui, mas foi por problemas sérios que estou tendo, não esqueci de ninguém que gosto de acompanhar via blog, só não estu podendo por enquanto fazer com tanta frequência, mas logo logo eu volto no mesmo ritimo.
Bem já que fiquei um tempo sem postar mando doi de vez um com que foi um exercício de higiene mental(antigo nome desse blog) e outro uma nota chata provando que a humanidade não tá dando certo mesmo.

Até.


Acredito que todo negro nesse país um dia tenha sido vitima de preconceito. Eu mesmo já fui algumas vezes, nada muito pesado, mas o suficiente pra incomodar e ter fazer crescer um sentimento de revolta que costuma se alimentar principalmente dos espíritos jovens, como era o meu, e causar estragos. Acreditem, ele é voraz e inconseqüente.
Isso foi há muito tempo.
Porém algumas coisas pelo qual passamos voltam sem aviso e nos deixam pensando. A estrada que os negros traçaram até aqui, longa e dolorosa, foi pavimentada com lágrimas e sangue e não digo só em relação a esse pais, digo em um contexto geral.
O tempo da lamentação já passou a meu ver, e isso não é uma choradeira racial, muitos homens e mulheres ficaram pelo caminho só pra que hoje tivéssemos o direito de sermos respeitados como pessoa independente da cor e quando presencio o racismo eu, dolorosamente, lamento não só pelo ato em si, mas também pelo trabalho desses que de forma tão degradante é desrespeitada.
Luther King tinha um sonho e acho que esse sonho não era só dele e do povo negro, mas de todos aqueles que sabem o valor de uma vida e o peso de uma lágrima.
Uma mulher branca defendeu um negro hoje. Ele foi vitima de preconceito, ele foi vitima de preconceito que vinha de um cara que nem branco era.
Tristeza e alegria em uma mesma cena, no mesmo ato.

Palmas pra ela.

Meu mundo encantado

Eu costumo me diverti pensando em minhas próprias versões dos contos clássicos infantis, com finais mirabolantes e conexões entre eles.

São sempre versões nada corretas e nada infantis, mas me divertem muito, como sempre meu humor negro me diverte (pelo menos a mim).
Em minha versão para “A Bela Adormecida” ela nunca caiu no sono porque antes de se meter a tecer e furar o dedo resolveu, para animar as coisas naquela noite chata, cheirar cocaína, exagerou na dose e por mais que tivesse sido amaldiçoada com o longo sono nada podia faze-la dormir estava muito elétrica.
Em a “Branca de Neve”, os setes anões nada mais eram que uma quadrilha de traficantes e usavam a mineração como fachada, alias era com ele que a viciada da Bela conseguia seu pozinho, certa noite encontraram uma garota muito bela e muito branca que precisava de ajuda e como nada nesse mundo é de graça resolveram ajuda-la em troca de uns favorzinhos.
Foi ai que a Branca de neve, para escapar das garras da madrasta, começou a vender pó pela vizinhança, daí seu apelido Branca de Neve.
Pior pra ela, pois sua madrasta invejosa, além de invejosa era uma agente federal disfarçada que estava investigando uma denuncia de má administração de verba no reino do pai juntamente com associação ao tráfico, usando de suas habilidades seguiu os rastros deixados pela Branca e caiu na biqueira da floresta, neste ponto a Branca estava já totalmente envolvida com a coisa e resolveu não sair perdendo trocou tiros com a madrasta-agente e levou a pior, acordou no hospital e pegou trinta anos nada felizes na cadeia.
Em “João e o pé de Feijão” o Jaum era atormentado por uma doença de ordem psicológica que o aprisionava em sua própria mente. Deitado em uma cama de um hospital psiquiátrico qualquer, olhando fixamente para o teto, se imagina escalando um pé de feijão que vai até os céus e bla-bla-bla,( o resto vocês conhecem) . Em sua cabeça e historia sempre recomeça.

Como puderam ver minha mente deturpada deturpa até mesmo coisa inocentes como contos de fadas, desse jeito meu desejo de escrever um livro infantil vai ser vetado por todas editoras do pais.

O Filho que não deu certo.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008


Detesto ser obvio.
Justamente por isso relutei muito em escrever sobre esse tema hoje, mas está sendo mais forte que eu(grande coisa até o Pink é mais forte que eu).
Ontem foi o dia dos pais, ou seja, presentes churrascos, telefonemas, abraços essas pieguisses todas que de fato não sou adepto e que costumo fugir como fujo de filmes do "Van Dame" ou músicas do NX Zero. Porem vendo esse clima todo ontem me fez pensar(não riam rs)
Nada disso aconteceu comigo e meu pai ontem, nunca acontece e talvez nunca irá acontecer, não somos inimigos, acontece que simplesmente não somos amigos.
Todos os erros que ele cometeu misturado com sua indiferença calcificou nossa relação e hoje somos assim: indiferentes um com o outro.
Não sou estúpido e esse é meu problema. Sei que ele é decepcionado comigo também, sempre fui entendido como o mais inteligente por ele, então construiu projetos pra mim que a minha rebeldia e inclinação para a desordem derrubou um por um.
Tenho culpa também.
A grande magia da vida, eu acredito, está no fato de ela dá grandes voltas em torno de nossos egos, e nos revela tudo de belo e feio.
E quando eu tiver um filho, o que vou passar pra ele? Muitas das historias que tenho pra contar são exemplos a não serem seguidos( anão ser meu gosto musical), eu que poderia ter sido tudo me resumi justo no que não queria ser: meu pai.

No entanto uma boa semana dos pais pra você e saibam nunca mais verão um post tão emo aqui de novo rs.

Até

Pecado Original

quinta-feira, 7 de agosto de 2008


A conversa toda havia começado com essa pergunta:

-Porque vocês homens têm o dom de nos decepcionar?É um lazer?
Eu olhei pra ela co um ar de cansaço tanto físico quanto desse assunto, que parece nunca estar fora de moda e que por vezes dá péssimos capítulos de novela:
-Talvez a culpa seja de nossa natureza mesmo, desligados, desleixados, insensíveis, bem, essas coisas todas que toda mulher tem na ponta da língua, mas hoje eu estou inclinado a pensar que muito da culpa é de vocês, mulheres.
-Claro que sim! Eu me lembro do dia que comi a maldita maçã e toda a humanidade se lascou - disse isso com um leve tom de raiva.
Eu ri:
-Você não entendeu. Acho que a expectativa estraga a surpresa, vocês esperam de mais de um homem, penso que a tristeza de vocês não é com os defeitos que temos e sim com as qualidades que sonharam e não encontram.
-E vocês não esperam nada da gente, nunca exigem? - ainda com raiva.
-Claro que sim, mas normalmente tudo que queremos de uma mulher ela normalmente possui. Mulheres em sua maioria são carinhosas, vaidosas, se dão bem na cozinha e são companheiras e normalmente é tudo que queremos a ponto de suportamos os defeitos que tens.
-Ainda acho que o fato de esperamos de mais não os redime das faltas que todos um dia comete.
-Claro que não, mas a perfeição nunca foi um objetivo, e arrebentar o coração de uma mulher nunca foi prazer, só que a vida dá dessas. Sofremos por amor também.
-Claro! Mas é tão raro.
-Menos do que imagina. Se os copos falassem diriam que a um coração de homem machucado a cada duas garrafas.
Ela sorriu descontraída e disse com a mão no peito:
-Quanto drama! Quase acreditei no seu discurso.
-Quase!? Uma pena me esforcei tanto pra mentir e você diz isso.
Rimos tão alto que o bar todo nos olhou por um segundo, rapidamente se levantou mas antes de irmos embora ela disse, baixinho como se fosse um segredo:
-Você é um canalha.
E fomos.

Ola Mundo

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Devido à alguns problemas com o speedy(porque será que speedy e problemas na mesma frase me parece redundância?)ando meio atrasado com meus post, mas o que mais to sentindo falta são das visitas diárias que faço aos dos outros rs.

Mas ontem usando de toda minha argúcia e sagacidade misturada com técnicas de infiltragem que aprendi com o exército israelita consegui adentrar em uma casa e usar o pc alheio(hahahahaha) Tudo bem, eu pedi pro meu amigo deixar eu usar, mas achei mais legal o que disse acima.
Claro dei uma passada no blog do Gil e pra minha surpresa vi que tinha deixado um selo pra mim(supresa nada eu vi nos meus comentário que ele tinha deixado rs)
Mais uma vez valeu mesmo Gil, você é o cara( no bom sentido)
Tai ai ele:



Quero repassar ele para:

http://letrasvinculadas.blogspot.com/
http://acrossalltheuniverse.blogspot.com/
http://uerllethebest.blogspot.com/
http://www.desevolucao.blogspot.com/

Porque eles sabem porque.

Até mais, em dois dias eu post aqui.

P.s Participem da campanha do Gil porque eu vou.

 
Blog do Sarge - Templates para novo blogger