Humano

domingo, 31 de agosto de 2008

Eu sei, andei muito tempo sem postar aqui, mas foi por problemas sérios que estou tendo, não esqueci de ninguém que gosto de acompanhar via blog, só não estu podendo por enquanto fazer com tanta frequência, mas logo logo eu volto no mesmo ritimo.
Bem já que fiquei um tempo sem postar mando doi de vez um com que foi um exercício de higiene mental(antigo nome desse blog) e outro uma nota chata provando que a humanidade não tá dando certo mesmo.

Até.


Acredito que todo negro nesse país um dia tenha sido vitima de preconceito. Eu mesmo já fui algumas vezes, nada muito pesado, mas o suficiente pra incomodar e ter fazer crescer um sentimento de revolta que costuma se alimentar principalmente dos espíritos jovens, como era o meu, e causar estragos. Acreditem, ele é voraz e inconseqüente.
Isso foi há muito tempo.
Porém algumas coisas pelo qual passamos voltam sem aviso e nos deixam pensando. A estrada que os negros traçaram até aqui, longa e dolorosa, foi pavimentada com lágrimas e sangue e não digo só em relação a esse pais, digo em um contexto geral.
O tempo da lamentação já passou a meu ver, e isso não é uma choradeira racial, muitos homens e mulheres ficaram pelo caminho só pra que hoje tivéssemos o direito de sermos respeitados como pessoa independente da cor e quando presencio o racismo eu, dolorosamente, lamento não só pelo ato em si, mas também pelo trabalho desses que de forma tão degradante é desrespeitada.
Luther King tinha um sonho e acho que esse sonho não era só dele e do povo negro, mas de todos aqueles que sabem o valor de uma vida e o peso de uma lágrima.
Uma mulher branca defendeu um negro hoje. Ele foi vitima de preconceito, ele foi vitima de preconceito que vinha de um cara que nem branco era.
Tristeza e alegria em uma mesma cena, no mesmo ato.

Palmas pra ela.

Meu mundo encantado

Eu costumo me diverti pensando em minhas próprias versões dos contos clássicos infantis, com finais mirabolantes e conexões entre eles.

São sempre versões nada corretas e nada infantis, mas me divertem muito, como sempre meu humor negro me diverte (pelo menos a mim).
Em minha versão para “A Bela Adormecida” ela nunca caiu no sono porque antes de se meter a tecer e furar o dedo resolveu, para animar as coisas naquela noite chata, cheirar cocaína, exagerou na dose e por mais que tivesse sido amaldiçoada com o longo sono nada podia faze-la dormir estava muito elétrica.
Em a “Branca de Neve”, os setes anões nada mais eram que uma quadrilha de traficantes e usavam a mineração como fachada, alias era com ele que a viciada da Bela conseguia seu pozinho, certa noite encontraram uma garota muito bela e muito branca que precisava de ajuda e como nada nesse mundo é de graça resolveram ajuda-la em troca de uns favorzinhos.
Foi ai que a Branca de neve, para escapar das garras da madrasta, começou a vender pó pela vizinhança, daí seu apelido Branca de Neve.
Pior pra ela, pois sua madrasta invejosa, além de invejosa era uma agente federal disfarçada que estava investigando uma denuncia de má administração de verba no reino do pai juntamente com associação ao tráfico, usando de suas habilidades seguiu os rastros deixados pela Branca e caiu na biqueira da floresta, neste ponto a Branca estava já totalmente envolvida com a coisa e resolveu não sair perdendo trocou tiros com a madrasta-agente e levou a pior, acordou no hospital e pegou trinta anos nada felizes na cadeia.
Em “João e o pé de Feijão” o Jaum era atormentado por uma doença de ordem psicológica que o aprisionava em sua própria mente. Deitado em uma cama de um hospital psiquiátrico qualquer, olhando fixamente para o teto, se imagina escalando um pé de feijão que vai até os céus e bla-bla-bla,( o resto vocês conhecem) . Em sua cabeça e historia sempre recomeça.

Como puderam ver minha mente deturpada deturpa até mesmo coisa inocentes como contos de fadas, desse jeito meu desejo de escrever um livro infantil vai ser vetado por todas editoras do pais.

O Filho que não deu certo.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008


Detesto ser obvio.
Justamente por isso relutei muito em escrever sobre esse tema hoje, mas está sendo mais forte que eu(grande coisa até o Pink é mais forte que eu).
Ontem foi o dia dos pais, ou seja, presentes churrascos, telefonemas, abraços essas pieguisses todas que de fato não sou adepto e que costumo fugir como fujo de filmes do "Van Dame" ou músicas do NX Zero. Porem vendo esse clima todo ontem me fez pensar(não riam rs)
Nada disso aconteceu comigo e meu pai ontem, nunca acontece e talvez nunca irá acontecer, não somos inimigos, acontece que simplesmente não somos amigos.
Todos os erros que ele cometeu misturado com sua indiferença calcificou nossa relação e hoje somos assim: indiferentes um com o outro.
Não sou estúpido e esse é meu problema. Sei que ele é decepcionado comigo também, sempre fui entendido como o mais inteligente por ele, então construiu projetos pra mim que a minha rebeldia e inclinação para a desordem derrubou um por um.
Tenho culpa também.
A grande magia da vida, eu acredito, está no fato de ela dá grandes voltas em torno de nossos egos, e nos revela tudo de belo e feio.
E quando eu tiver um filho, o que vou passar pra ele? Muitas das historias que tenho pra contar são exemplos a não serem seguidos( anão ser meu gosto musical), eu que poderia ter sido tudo me resumi justo no que não queria ser: meu pai.

No entanto uma boa semana dos pais pra você e saibam nunca mais verão um post tão emo aqui de novo rs.

Até

Pecado Original

quinta-feira, 7 de agosto de 2008


A conversa toda havia começado com essa pergunta:

-Porque vocês homens têm o dom de nos decepcionar?É um lazer?
Eu olhei pra ela co um ar de cansaço tanto físico quanto desse assunto, que parece nunca estar fora de moda e que por vezes dá péssimos capítulos de novela:
-Talvez a culpa seja de nossa natureza mesmo, desligados, desleixados, insensíveis, bem, essas coisas todas que toda mulher tem na ponta da língua, mas hoje eu estou inclinado a pensar que muito da culpa é de vocês, mulheres.
-Claro que sim! Eu me lembro do dia que comi a maldita maçã e toda a humanidade se lascou - disse isso com um leve tom de raiva.
Eu ri:
-Você não entendeu. Acho que a expectativa estraga a surpresa, vocês esperam de mais de um homem, penso que a tristeza de vocês não é com os defeitos que temos e sim com as qualidades que sonharam e não encontram.
-E vocês não esperam nada da gente, nunca exigem? - ainda com raiva.
-Claro que sim, mas normalmente tudo que queremos de uma mulher ela normalmente possui. Mulheres em sua maioria são carinhosas, vaidosas, se dão bem na cozinha e são companheiras e normalmente é tudo que queremos a ponto de suportamos os defeitos que tens.
-Ainda acho que o fato de esperamos de mais não os redime das faltas que todos um dia comete.
-Claro que não, mas a perfeição nunca foi um objetivo, e arrebentar o coração de uma mulher nunca foi prazer, só que a vida dá dessas. Sofremos por amor também.
-Claro! Mas é tão raro.
-Menos do que imagina. Se os copos falassem diriam que a um coração de homem machucado a cada duas garrafas.
Ela sorriu descontraída e disse com a mão no peito:
-Quanto drama! Quase acreditei no seu discurso.
-Quase!? Uma pena me esforcei tanto pra mentir e você diz isso.
Rimos tão alto que o bar todo nos olhou por um segundo, rapidamente se levantou mas antes de irmos embora ela disse, baixinho como se fosse um segredo:
-Você é um canalha.
E fomos.

Ola Mundo

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Devido à alguns problemas com o speedy(porque será que speedy e problemas na mesma frase me parece redundância?)ando meio atrasado com meus post, mas o que mais to sentindo falta são das visitas diárias que faço aos dos outros rs.

Mas ontem usando de toda minha argúcia e sagacidade misturada com técnicas de infiltragem que aprendi com o exército israelita consegui adentrar em uma casa e usar o pc alheio(hahahahaha) Tudo bem, eu pedi pro meu amigo deixar eu usar, mas achei mais legal o que disse acima.
Claro dei uma passada no blog do Gil e pra minha surpresa vi que tinha deixado um selo pra mim(supresa nada eu vi nos meus comentário que ele tinha deixado rs)
Mais uma vez valeu mesmo Gil, você é o cara( no bom sentido)
Tai ai ele:



Quero repassar ele para:

http://letrasvinculadas.blogspot.com/
http://acrossalltheuniverse.blogspot.com/
http://uerllethebest.blogspot.com/
http://www.desevolucao.blogspot.com/

Porque eles sabem porque.

Até mais, em dois dias eu post aqui.

P.s Participem da campanha do Gil porque eu vou.

O que vai ser quando Crescer?

quarta-feira, 30 de julho de 2008


É fato que crianças são muito imaginativas e pensam que a vida é uma extensão dos desenhos que assistem ou quadrinhos que lêem e isso é salutar.
Não raro ouvíamos a molecada responder a famosa pergunta "O que quer ser quando crescer?" com respostas do tipo "astronauta" "policial" "bombeiro" ou alguma variante dessas profissões que nos atribuem coragem, força ou abuso de poder. Isso é salutar, afinal de contas ninguém sonha em ser o perdedor da turma, ou o mendigo do bairro e torcer pra não ser queimado vivo na calada da noite. Tá certo quando era menino nunca ouvi nenhuma criança dizendo que queria ser político, mas isso era culpa dos pais que ensinavam ao filhos que egoísmo é errado e não deveríamos pensar só em nós mesmo. Mesmo isso seria salutar.
O problema, e o esquema todo acima pode caracterizar um problema, é´quando a resposta para essa pergunta clássica nada mais é que "Chefe da Máfia".
Por que uma criança de por volta de 10 anos iria querer se "Chefe da Máfia"?
De fato eu não me lembro mas era o que dizia quando me perguntavam isso.
Bem, não era tão diferente assim das outras já que essa "profissão" também exigia sua doze de coragem, força e abuso de poder, principalmente abuso de poder. E para uma criança é muito interessante se imaginar no papel de um fodão qualquer, roupa de couro, olhar de mau, montado em sua Caloi azul pra fazer uma cobrança:

-Bom Juninho, você tá devendo 3 edições do Homem-aranha e uma edição de luxo do Batman e sabe de uma coisa? Ninguém fica devendo a máfia.
-É... eu sei Don Sarge, eu juro que amanhã vou pedir uma mesada adiantada pra minha mãe ai então...
-Tudo bem, até amanhã, mas como garantia vamos ficar com um pedaço disso.
-Não, não, por favor, não quebrem o braço do meu Comando em Ação. Nâaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaoooooooooooo!!

Interessante disso tudo era que, a despeito da minha imaginação, eu não tinha um bom currículo para meu futuro cargo.
Com dez anos eu era um bom aluno, raramente me metia em brigas e nunca tinha sido enquadrado por policiais corruptos loucos pra implantarem um flagrante em mim. Naquele ponto da minha vida tudo parecia tão distante.
Os anos se passaram e nunca me engajei em nenhum grupo de desajustados, apesar de meu currículo ter melhorado bastante, isso foi bom pra mostrar à minha mães que um ano de psicólogo foi totalmente desnecessário.
Fico me perguntando o que as crianças de hoje almejam? Talvez o cargo de policial, bombeiro, astronauta ou mesmo mafioso tenha evoluído pra cargos como banqueiro, dono da Microsoft, Homem-bomba(para os tarados que ainda acreditam em virgens) ou ditador em um país qualquer. Não sei.
O fato é que os tempos mudam e com ele nossas cabeças e sonhos, mas eu vos digo um segredo: ainda tenho muito da minha coleção de quadrinhos e adoro minha jaqueta de couro.

Até.

Même Musicado

segunda-feira, 28 de julho de 2008


Eu recebi um même e tenho que dizer que esse é um dos mais interessantes e difíceis de se responder.
Ele veio da Stephanie e me desafia a responder algumas questões um tanto delicadas usando títulos de músicas de um único artista, ou seja é um prato cheio para os amantes de boa música.
Eu pensei em muitos dos artistas que gosto e pensei em fazer um repertório bem pesado, com alguma banda de metal, só que últimamente estava flertando com uma garota de bastante talento e muito em voga na mídia que mistura um pouco de dois estilos que também gosto, o Blues e o Jazz e se sai muito bem com a proposta.
Então com vocês Amy Winehouse e o memê:

*Descreva-se: You know I am good

*O que as pessoas acham de você: To know him is to love him

*Descreva sua última relação: Love is a losing game

*Descreva a atual relação: He Can Only Hold Her

*Onde queria estar agora: In My Bed

*O que você pensa sobre o amor:I Heard Love Is Blind

*Se tivesse direito a apenas um desejo: tears dry on their own

*Uma frase sábia: Some Unholy War

Uma frase para os próximos: You Sent Me Flying

Fim do show, espero que tenham gostado do set-list pois ele me agrada bastante, agora passo o fardo para o Desevolução sabendo que as perguntas deverão ser respondidas com o nome de músicas de um único artista a escolha.

Até.

Eu sou Old fashion

quinta-feira, 24 de julho de 2008



Eu detesto ir ao cabeleireiro, sempre detestei desde criança. Alias minha briga com os cabeleireiros começou mesmo na infância, porque sempre que me deparava com um, lá na rua onde morava, eu tentava ler a porra do cartaz, gaguejava, saia algo como caberero, caberereiro, cabileiro, sei lá, ai as outras crianças rachavam o bico de mim, como se elas conseguissem ler aquilo, eu ainda tinha coragem e tentava, mas elas não, as outras covardemente se omitiam do fardo.
No final era bem melhor pra elas, não passavam a mesma vergonha que eu.

Mas os anos vindouros reservaram coisa pior pra mim referente aos cabeleireiros, algo que detesto mais que esses salões, ou seja esperar.
Sempre que chegava em algum, lá havia dúzias de mulheres tentando todo tipo de engenharia pra deixarem suas madeixas mais charmosas e meu teste de paciência mas duro de aguentar.
Claro que eu usava mão dos subterfúgios de quinta desses lugares que é colocar revistas pra ver se a dor da espera diminui, mas acontece que em meu caso isso era pior.
Nunca havia uma revista interessante no local, sem Seuperinteressante, sem quadrinhos, sem revistas de carro, sem revistas de notícias, PlayBoy nem pensar, em sua maioria eram revistas de fofoca e de moda, numa tentativa descarada de nos fazerem crer que ali alguém entende de moda. No máximo de fofoca.

Por anos penei no interior desses cabeleireiros, aguentando o cheiro de química, as fofocas e as viadagens. Porem um dia me rebelei, tive duas idéias, uma era nunca mais cortar o cabelo e me transformar no maior black power já vivo, mas como isso ia contra os planos da minha mãe e ir contra os planos da minha mãe naquela época provocavam muita dor física, preferi ficar com o segundo que era simplesmente mudar de salão.

Sim eu não iria mais cortar o cabelo em cabeleireiros cheio de frescura iria nas espeluncas com pouca luz e chão sujo, que com certeza não havia muitas mulheres e consequentemente não havia esperas gigantes.
Assim o fiz e por anos fui feliz, numa dessas havia até mesmo revistas de carro, mas nem dava tempo de ler porque a fila andava rápido e em outra até tinha uma tv que passava os jogos de futebol, discutia-se, ria-se, xingava-se, éramos uma quase familia, só faltava a bebida.

Mas como paz significa recarregar as armas, como diz o Dimmu Borgir, e a modernidade provou que era mais rápido no gatilho que eu, a família se desfez.

O tempo passou e um novo tipo de ser humano agregou-se a nós machos a moda antiga, e deturpou a forma como faziámos as coisas, eis que surgiu os metrosexuais.
Eles invadiram nosso território de machos com seus apliques e luzes e unhas por fazer e nos legaram o pior dos males, aquele que tinha ficado enterrado no passado: A espera!

Antes eram as mulheres agora somos nós, ou melhor eles, que ficam entulhando as cadeiras de espera, e dando palpite no trabalho de engenharia dos cabeleireiros e ainda por cima reclamam da unha mal feita.

Sinto saudades do tempo em que não sábia ler direito, que só havia mulheres nesses salões e que ninguém reclamava da minha unha.
Talvez eu volte com o plano do Black Power.

terça-feira, 22 de julho de 2008


O posto de hoje é um pouco diferente, tem a missão de agradecer e premiar justo nessa ordem.
Hoje eu recebi 4 selos que vindo de onde veio só me deixa mais contente, uma vez que saiu de um dos blogs que é passagem obrigatória minha dada a qualidade dos textos e o bom senso da moça.

Eu falo do http://doscrimesbordadosvaidades.blogspot.com/ que foi agraciado justamente com eles e que me repassou.
Valeu moça! São eles:











Agora repasso para os blogs abaixo e faço pela merecida qualidade deles, são:

http://acrossalltheuniverse.blogspot.com/ da Nina

http://colunadolorida.blogspot.com/
do grande Gil
http://www.alevezadoser.blogspot.com/ da doce e talentosa Staphanie
http://luftstrom.blogspot.com/ da sabida YU
http://tylerbazz.blogspot.com/ do Tyler que insisto em escrever Taz
http://sacodefilo.blogspot.com/ porque é foda
http://www.mesmasletras.blogspot.com/ IPSIS porque é demais
http://champ-vinyl.blogspot.com/ do Rob, porque ... bem vejam lá porque

Até, porque hoje to doente e vou deitar, fui!

Insustentável Leveza do Ser (Causos do menino que crescia)

quinta-feira, 17 de julho de 2008


Sempre que passo meus olhos ou mesmo releio a "Insustentável Leveza do Ser" eu me lembro dela e nem sei exatamente porque.
Havia algo nela que anos depois quando li essa obra voltou com força. Conseguia lembrar seus gestos, seu cheiro, sua força e até mesmo a forma delicada como prendia os cabelos no alto da cabeça.
Interessante que éramos garotos devorando o mundo como se não tivéssemos tempo pra mais nada, tudo era urgente e mesmo quando nos tocávamos o compromisso não era com o beijo em si, mas com a descoberta e dos "porques" daquelas necessidades.

Eu era imaturo, ela era ingênua. Eu passava por cima de tudo imprudentemente, ela avaliava. Eu a amava,ela me amava.
Pelo menos assim eu entendi.
Naquele ponto da minha vida(tinha 16) eu já tinha descoberto o sexo, mas foi ela que me ensinou o que é fazer amor.

Lembro como se fosse à um filme que após nossa primeira vez ela descansava sobre meu braço, num silêncio que só foi cortado por um leve gemido. Olhei pro lado e para meu desespero total ela estava chorando.
Me amaldiçoei na mesma hora, com certeza tinha a machucado ou algo assim. Estúpido.

"O que foi anjo, porque tá chorando, te machuquei?"- um silêncio que perdurou pela eternidade de um segundo me consumiu. Depois:
"Não, não! É que eu tô feliz. Estava com muito medo, mas agora estou feliz"

O resto é história.
O mundo como sempre girou e girou, jogando cada um para um lado e nos mostrou que a urgência que tínhamos para viver era bobagem.
Ela se mudou e nunca mais a vi.
Eu continuei vivendo e me enfiando em confusões com a mesma ânsia que tinha quando a beijava.
Parece que levei mais tempo pra aprender certas coisas, mas nem me arrependo.
Mas saudade é saudade e por vezes bate a porta.

 
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