sexta-feira, 4 de maio de 2007

A democratização de mídia vem em bytes.



Se eu fosse comparar o jornalismo feito hoje em dia na tv certamente acharia no Mcdonald’s uma boa referência, pois não passam de fast-food jornalísticos, com seus pratos rápidos de reportagens semi prontas, falas rápidas, entrevistados sem direito a explanação de sua retórica e que no final é muito mal digerido pelo nosso sistema.

A impressão que me dá é que diferente da proposta inicial e primordial defendida pela classe jornalística séria que é a de levar informação, tudo que conseguem na verdade é anuviar um céu já não muito limpo, confundir e alienar no pior dos casos.

Eu pergunto onde nesse processo todo entra o cidadão? Esse formato caquético e unilateral ainda responde aos anseios de um Estado dito democrático?
E é isso que se espera que a mídia seja, mas honesta em sua proposta a ponto de fato ser democrática.

Parece que uma resposta a isso vem dá internet, onde ao meu ver a relação entre noticia, repórter e publico sé dá de uma forma mais justa uma vez que a noticia pode ser aceita, desmentida, reparada enfim democratizada.

Esse formato de democracia via internet se deve muito ao meu ver ao advento dos blogs que outrora nada mais era que simples diários eletrônicos, mas que de forma surpreendente assumiu o papel de vigilantes da noticia e que, mais importante, deixa espaço para o leitor fazer sua reflexão e discutir seja com apoio ou se contrapondo a idéia passada.
Essa é a questão chave uma vez que deixamos de ser agentes passivos e manipuláveis a nos tornemos agentes receptivos-ativos. Como via de regra tudo que criado na rede não conhece fronteira é interessante constatar que uma nota publicada no Blog seja lá do Mino Carta, Paulo Henrique Amorim ou do duvidoso Olavo de Carvalho podem e provavelmente serão, comentadas nas centenas de fóruns pela internet, sejam eles específicos aos assuntos tratados nos citados Blogs, seja ele no mais famoso deles o ORKUT.
Esse acontecimento de disseminação da noticia é enriquecedora e pode demonstrar que de certa forma que nossa sociedade pode (ao poucos) fugir da dominação das grandes centros de mídia que nos atrelam, saibam ou não, aos seus anunciantes, pois dessa forma a noticia passa por muitas cabeças, e assim sendo uma sentença diferente, pontos de vistas diferentes.

Para entendermos de fato o quão importante é a democratização da mídia (que a passos curtos acontece via rede, pois nem mesmo acredito na democratização da TV como se apresenta hoje) teríamos que entender de forma racional que a mídia como se dá hoje é o bastão que apóia o braço longo dos mais fortes e como tal é sua forma de controle para os mais críticos. Para o total entendimento dessa questão sugiro uma obra do lingüista Noam Chomsky e Edward S. Herman de nome “O Consenso fabricado”.

Sou otimista. Não vejo mais futuro pra tv como ela se apresenta hoje muito em culpa da relação que desenvolvemos com a internet, mas como tudo tem dois lados devo apontar que mesmo a democracia por mim citada como exemplo na disseminação e análise da noticia por essa rede, mesmo essa não é completa.
Não poderia ser principalmente no que concerne ao Brasil, pois um conjunto de fatores emperra o seu total desenvolvimento e o maior deles é o de cunho socioeconômico.
Segundo dados do CETIC que trabalha em conjunto com o IBGE 54,3% da população nunca usou um computador, apenas 19,2% dos domicílios brasileiros possuem computadores e 66,7% nunca usaram a internet (esses dados são de 2006).
Acredito que não precise ser um gênio pra creditar esses números a baixa renda de grande parte da população, difícil acesso as redes de informação que só chegam a periferia através de projetos muitas vezes custeados por ONGs.
Sendo assim é fácil percebemos que a informação não é pra todos ou pelo menos nem todos tem acesso a ela e a democratização se dá em nichos, não de forma generalizada como deveria ser.

O caminho é longo.

Terrorismo Jornalistico

sexta-feira, 27 de abril de 2007

Estive ponderando sobre a mídia em nosso país, a qual todos sabemos carece de imparcialidade e por hora me indago qual o peso dela na vida de cada um de nos como nação.
Interessante analisarmos que o que acontece com os grandes meios de comunicação não é muito diferente do que hoje por modismo chamamos de terrorismo, onde suas bombas são plantadas por meio de manchetes se não mentirosas, por vezes escrita de forma a maquiar a verdade por de traz dela, mas com o mesmo efeito devastador.
Fica fácil citar um exemplo dado aos acontecimentos recentes nos aeroportos brasileiros, palavras como embarque, desembarque, check-in entre outras usadas nos jargão aéreo deram espaço às de cunho sensacionalistas tais como “apagão”, “crise”, “quebra de autoridade” entre outras.
Esse vocábulo sujo, hora assusta, hora passa despercebido, mas fica no imaginário de uma população refém da mídia o caos que eles querem fazer acreditar.
Me pergunto: Não existe crise dos transportes públicos em São Paulo?

Na linha de frente do terrorismo da palavra pregado pela grande mídia está, devo citar, os comentaristas políticos e sendo assim Jabor poderia ser facilmente confundido com o próprio Bin Laden salvo suas devidas proporções (Bin Laden luta pelo bem de uma nação, já o Jabor nem sei mesmo o que ele faz).
Com seu sofisma de zona sul ele adentra com horário nobre marcado nos lares das pessoas que segundo seu amigo de profissão são em sua maioria “Homers” dispara joguete de palavras que de verdade são carentes pintando o terror como ele não se apresenta.
A “crise” foi rapidamente remediada (não sanada de todo) pelo presidente, mas ao ver da “Base” de comunicação brasileira o que aconteceu foi uma inversão de valores, o presidente negociou com chantagistas, coisa inadmissível.
Parece que para direita desse pais (nem sei mesmo se direita ainda significa algo ou o que interessa mesmo são interesses de peixes maiores) sempre verá algo de podre em um reinado que não seja deles.

Me assusta mais ainda a idéia de que podemos ser o produto do que consumimos na mídia como defende vários teóricos como o professor Evandro Vieira Ouriques que em uma entrevista exibida na revista eletrônica NOVAE nos mostra o que nos transformamos com tudo isso.
Até quando seremos reféns da mídia?

(Entrevista como Evandro Vieira Ouriques na Novae http://www.novae.inf.br/site/modules.php?name=Conteudo&pid=557)

Macacos me mordam!

domingo, 22 de abril de 2007

Antropologia na era da informação pra vocês que imaginavam saber tudo sobre o bicho homem.


DEMO

O partido DEM (ex-PFL) parece que faz jus aos trocadilhos sobre sua sigla e de forma a demonizar o imaginário das pessoas um de seus vereadores Wilson Leite Passos quer promulgar uma lei que mais parece uma sentença nazista dada à forma discriminatória faceta do projeto.
O projeto que tem o sugestivo nome de “Estímulos e proteção à boa geração e constituição e famílias sadias" reza que casais que forem aprovados em exames pré-nupciais que garantiriam a viabilidades desses terem filhos saudáveis e exames pré-natais que atestariam isso teriam gratuidades em todos os níveis de ensino, na aquisição de material didático e também preferência na matrícula. Por conseqüência, os pais de filhos saudáveis seriam beneficiados com redução de impostos.

O Futher Passos deve beber da mesma fonte que alimentou Adolf Hitler, pois tal lei que defende com tanto empenho nada mais é que uma forma de discriminação racista e de nenhuma forma apoiado em conceitos racionais sejam eles científicos, moral e muito menos éticos.
O que a lei diz em miúdos que se seu filho tiver qualquer problema que não o enquadre na qualificação de “normal” tais como problemas físicos e/ou mentais será discriminado, não terá vaga na escola garantida uma vez que a lei dá preferência para os outros tipos de alunos tidos como aptos. Voltaremos de fato a idade das trevas.
A luta, que não é minha luta, mas a luta de um vereador com tino fascista demonstra claramente que o pensamento de alguns de nossos representantes está embotado, ou pelo poder já que se acham nos direito de decidir que deve viver, casar ou sofrer, ou pela sensação de superioridade digna daqueles que de fato baixos a ponto de promover tal desumanidade.

Pirataria: UMA BANDEIRA SOCIAL

quinta-feira, 19 de abril de 2007

Há dois dias atrás coloquei um filme em meu DVD pra assisti-lo.

Não importa o filme. Não vou falar sobre ele, nem a direção, fotografia ou outros aspectos do mesmo. Na verdade quero falar sobre uma cena que vinha antes mesmo do filme começar.

Era uma campanha vagabunda sobre pirataria.

Nela um cara dizia pro filho que tinha conseguido um filme antes mesmo dele ter saído no cinema e tal, orgulhoso de sua esperteza. Ao que o garoto responde dizendo que também era esperto, pois tinha tirado 10 em uma prova, mas que não tinha tido esforço algum uma vez que colou do amigo de classe.

Essa porcaria me irritou. Me irritou porque, os mais atentos perceberam, é uma alusão simplista à desonestidade, e esconde ao chamar todo mundo que compra um cd pirata de ladrão um problema muito mais amplo que a esperteza do malandro.

Vivemos em um país onde se paga como rico e se vive como um Macunaíma. É uma violência cobrar taxas exorbitantes por produtos que hoje em dia nem mais são luxos (falo de softwares para pc). Quantos daqui podem realmente pagar mais de 1000 reais por um Office, por exemplo? E quantos daqui o fizeram?

A pirataria é um problema sim, mas não para os cofres das corporações, mas um problema social que demonstra cada vez mais quão desigual é nossa sociedade onde surge tênue e singela a criação de castas sociais, pois toda a informação é voltada para os que podem mais criando se assim uma barreira entre os esclarecidos (aqueles que podem assinar um jornal, revista, comprar livros etc...) e os “ignorantes” (aqueles ao qual custa muito tirar mais de um terço do salário para obter um livro que seja).

Ouso dizer que não fosse a pirataria talvez vivêssemos na contramão da modernidade, nossa gente estaria totalmente fora da realidade que cerca o mundo Ocidental, enquanto lá fora estariam discutindo sobre o novo formato Blue-Ray, aqui discutiríamos sobre como conservar nossas fitas cassetes limpos.

Se a pirataria é um câncer como alguns acreditam a política de Corporações com a Sony e taxas de importação aplicadas aqui são o que emperra a sua cura.

Eu fico triste e puto quando vejo o circo que armam em praça pública destruindo cds piratas numa demonstração de força federal. Fico puto porque esse espetáculo tem cobertura ampla das Mídias (Globo, SBT, Record) que mostram o quanto é ruim ajudar a pirataria, mas nunca mostram a causa do mal que combatem, em um claro interesse de proteger os interesses não do povo, claro, mas das instituições que pagam seus cafezinhos.

A pirataria é uma bandeira com hastes firmemente enterradas na questão da desigualdade social, mas isso eles não deixam que você veja, não deixam que você ouça e preferem que ninguém fale.

Não sou um criminoso, adoraria não ter que defender nenhuma pratica ilegal, mas também adoraria poder pagar um preço justo por aquilo que consumo.

De fato quem não gostaria de pagar 50, 60 reais em um cd de Playstation2 original e garantias ao invés dos 10, 15 em um pirata, mas com o sistema que alimentam pagará mais que o dobro disso e falo não é justo.

Não deixem que lhe chame de ladrão, é mais fácil pra eles.

Brasil com P

quarta-feira, 18 de abril de 2007

Encontrei através de uma comunidade no Orkut esse video que mostra um Brasil com uma gráfia diferente, uma gráfia que não é ensinada nas escolas e maquiadas por números estastisticos na tv,na Vergonha Nacional vejam. Por aqui.


Comunidade onde foi encontrado o video
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=29566208

Santas Mulheres

sexta-feira, 23 de junho de 2006


Não sou feminista, pudera nunca ouvi falar de um homem feminista, nem mesmo sou machista e nem um outro “ista” que por ventura me venham atribuir, mas tenho por força da consciência, correr em defesa das mulheres, afinal de contas minha mãe é uma.
E do que eu as defendo, alguém me perguntaria. De quem mais seria se não de nós homens?
Traidor! Judas! Maricas!
Calma lá, antes que me venham com pedras nas mãos preciso dizer que, apesar de sermos o mal das mulheres, somos mais que necessários, somos como poderei dizer, a razão de as mulheres serem superiores em moral a nós uma vez que pra ser superior tem que ser superior a algo, no caso nos homens.
Desculpas dadas vamos aos fatos.

Somos esquecidos:
Pode dizer você já esqueceu o aniversario de namoro, não é? Cara é imperdoável! Afinal de contas são três anos e... Quantos meses? – há sim – e dois meses, ou seja, uma data única, não volta mais ta certo as outras também não, mas isso não te torna menos nojento.
E aquela vez que ela te ligou e pediu pra pega-la na droga,quero dizer, no lindo shopping novo que abriu e você disse “beleza amor,não ta certo estarei lá” mas antes passa na casa da galera pra tomar aquela gelada e assistir o jogo.Incrível como essa combinação de elementos (mulher ligando, cerveja e jogo) pode causar amnésia, agente, quero dizer, os caras simplesmente esquecem da vida, alguém deveria fazer um estudo serio sobre isso!
De qualquer forma não importa, isso não pode servir de desculpas pra ir vê-la duas horas após o combinado, não mesmo. Cara você fede.

Somos manhosos:
Sim, e nem vem com essa cara. Homens de fato nunca crescem, somos eternas crianças sempre necessitando de colo, ainda mais se esse colo vir com um par de pernas bem torneadas, ai que agente, bem, os caras deitam e rolam.
É certo que as mulheres pra exercitarem seu lado materno precisam de vez em quando que façamos esse papel, mas tem vez que exageramos. Ou vai dizer que fingir de doente só pra sua mãe levar comida pra você na cama não é canhordice? Ou dar uma de tristonho sem querer dizer o que aconteceu só pra sua namorada ficar com dó e fazer um carinho e quem sabe rolar aquela transa mesmo, hã? Ou a pior de todas, aquela de fingir que machucou o dedo enquanto lavava a louça só pra não ter que lavar o resto e elas terminarem, em?
Sem palavras você é um verme.

Somos ciumentos:
Afinal de contas quem gosta de parceria é jogador de truco. E você sabe que aquela saia que te deixa louco quando ela põe, também deixa loucos os outros marmanjos sem-noção também não é mesmo? Beleza, eu sei como é isso, mas vem cá ficar encanado porque o ginecologista dela é homem é de matar de rir.
E aquele shortinho que ela adora e você detesta? Não justifica uma discussão acerca do tempo e daí que ta o maior frio?
Claro que falo isso porque a namorada é sua, mas mesmo assim.
Somos os piores.

Somos mentirosos:
Sim, mas não é por mau, pois como justificaríamos as mazelas acima? A verdade só magoaria vocês mulheres e como disse John Nigro, “o erro é inerente ao ser humano, o importante é não passar da conta”. :)
Por tudo isso e mais um pouco as mulheres são seres mais que especiais, dão de dez a zero em moral em nós temos muito que aprender com elas(não que a gente se esforce muito pra isso), mesmo não entendendo muito de futebol, ou de manobras com carros e todas essas coisas sem importância, elas são superiores e sinceramente eu adoro quando a mulher fica por cima
:)

Deus esta surdo

sábado, 17 de junho de 2006


Vou contar uma historia que talvez parece surreal, mas já vou adiantado, ela é fruto da mais pura realidade.

Nesta historia existe uma rua, uma rua como muitas outras, que eu chamo de minha, por força do habito mesmo. Nessa rua, minha rua, existe também pessoas como qualquer outra rua que por peripécia do destino, me obrigo a chamá-los de vizinhos.

Os vizinhos, meus vizinhos, de nada tem haver com essa historia, bem ao menos os vizinhos normais, aqueles que têm casa na frente e ao lado da sua e que falam mal de você quando da as costas.
Não, desses eu nem quero falar de tão chatos que são. Mas então qual tipo de vizinho eu quero meter o ferro você me pergunta?
O tipo de vizinho que não é uma pessoa e sim uma instituição arrecadadora de dinheiro dos desesperados. Sim, isso mesmo, em minha rua tem uma igreja.

Essa igreja, que não é minha igreja como todas as outras que não são, que fica em minha rua dentre os meus vizinhos tem o péssimo habito de levar seus clientes a berrarem a plenos pulmões toda a sorte de ladainha que suas mentes podem comportar.
O mais impressionante é que a dita cuja nada mais é que uma garagem mal improvisada decorada com cadeiras de plástico infantil e que na altura de seu 1 ano de existência leva as mesmas meia dúzias de pessoas a nos enlouquecerem cada qual falando mais alto possível numa prova incontestável de que deus deve ser surdo.
Mas pra aqueles que acham isso uma heresia e não aceita a idéia de deus ser surdo vale um aviso, corram com seus pedidos, pois se ele não é então ta ficando.
O negocio é tão serio que certa vez por volta da sete da manhã eu fui acordado por um coro que parecia o de mil vozes gritando MILAGRE! MILAGRE! MILAAAAAAAGREEEEE!
Claro, mais que depressa corri pra janela que fica enfrente a rua da porra da igreja, o coração batia forte a adrenalina a mil, sim, pois não é todo dia que se vê um milagre tão sonoro e ainda mais tão cedo.
Pus minha cara inchada pra fora da janela pra ver a multidão de ovelhas passarem com seus milagres e qual não foi minha surpresa ao ver que essa multidão nada mais era que três sim três mulheres que de dentro da igreja gritavam o mais alto possível de cara pra parede, MILAGRE! MILAGRE!
Serio que raiva!
Mas elas tinham razão era um milagre as paredes não terem caído com tamanho barulho, como também era um milagre eu e mais ninguém ter ficado surdo com três tiazinhas xiitas adoradoras de parede falando mais alto que meu pensamento.
E quando os caras resolvem cantar!! Nossa, da até desespero, uma voz pior que a outra, imagino que seja castigo dos céus por eu ser um mau menino, não tem outra explicação.
Como eu gostaria de ver eles falando em línguas... Em línguas de surdo e mudo hahaha!
Com poder vocal desses caras pra que trombeta?
Mas tudo bem eu espero que toda a dedicação deles os levem pra um lugar melhor e que de preferência um lugar melhor bem longe dos meus ouvidos.

Fim da historia.

Anos Incríveis

quinta-feira, 15 de junho de 2006

Eu nasci no ano da revolução, das novidades, no tempo em que a tv prestava e a tecnologia crescia e dominava o imaginário das pessoas. Eu estou falando dos anos 80.
Por vezes me pego a pensar naquele tempo, claro enquanto os anos 80 florecia eu ainda era uma criança, mas me lembro de muita coisa daquela época que pra mim foi um esboço pra vida moderna que temos hoje.
Os anos 80 foram marcantes em todos os campos desde musica, cinema, tv, brinquedos até política, pois apesar de ter somente nove anos eu ainda tenho na memória as imagens da queda do muro de Berlim mesmo que naquela época eu não tenha entendido aquele gesto.
Quem nascido por volta daquela década não é capaz de sem lembrar de seriados como “Armação Ilimitada” com a dupla mais que dinâmica Lula, Juba, e seus fieis escudeiros Zelda e Bacana. Cara! Eu não perdia um episodio e penso porque será que hoje em dia não se faz nada nem parecido. It’s a shame.
E ja que estamos falando de tv não poderia de deixar de citar os desenhos animados que em minha opinião dão de 80 a zero nos que temos atualmente.
Disparado em minha preferência estava “Caverna do Dragão”. Talvez ele até tenha sido responsável pelo meu gosto por RPG uma vez que foi inspirado em um jogo do estilo o mais que conhecido “Dungeos and Dragons” que alias é o nome do desenho no original americano. Simplesmente vibrava com cada episodio, me intrigava com cada um dos enigmas que o misterioso mestre dos magos jogava pra cima dos heróis, gostava como o Vingador mostrava o quão mau ele era e claro o supra sumo aquele pelo o qual torcia pra aparecer misturando ansiedade e medo, sim eu tinha medo dele, eu estou falando de Tiamat o dragão de cinco cabeças e que apavorava o Vingador e que morava nos “Cemitério dos Dragões” palco de um dos melhores episódios da serie. Infelizmente o desenho acabou sem um final(é parece que os garotos nunca voltaram pra casa) o que gerou muita boataria pela internet apontando o tão esperado desfecho da serie, nunca vi um plausível.
Sim, havia outros desenhos que me encantavam também como o He-man , os Smurfs (que tinha na vila inteira uma mina só a Smurfet ou seja a surub rolava solta rsrsrs) Cavalo de Fogo que tinha os assistentes de vilão mais burros na face da terra, o saudoso Thundercats, ou vai dizer que não se lembra dele, Mun-ra o ser eternooooo!!! Que alias deixa a pergunta se ele era eterno porque se preocupar com o Lion e sua turma, era só esperar eles morrerem, não? E muitos outros.
Há! Ia me esquecendo a She-ra era uma merda!
Mas não era só na tv que a coisa andava, pois pelas ondas do radio o clima era bem melhor do que o atual. O rock era autentico e certas musicas vinda daquele tempo ainda permanece em nossas cabeças nos chamando a celebrar o que já passou. As banda surgiam na urgência de se fazerem presentes no seu meio, eram contestadoras e alegres ao mesmo tempo.
Paralamas do Sucesso, Lobão, Legião Urbana, Ira!, Capital Inicial, Blitz não são nem sombras hoje do que foram em 80. Salvo claro o eterno Cazuza que falava ao coração verdades que a cabeça não entedia.
Claro aqui como no mundo era também febre as Discotecas só que eu não podia nem atravessar a rua sozinho naqueles anos quanto mais ir a uma discoteca.
Também não posso deixar de citar o cinema.
Amo o filmes dos anos 80 e quem não se divertiu assistindo via sessão da tarde mesmo filmes como “Curtindo a vida a doidado” que ser nesse mundão não adoraria fazer o que Ferris fez naquele filme e a parte que ele destrói o carro do pai do seu amigo hahaha!

Pode falar você assistiu “Gooneis” pelo menos umas cinco vezes, não? Se não, não sabe o que perdeu.
Cara! Como dizia o Cazuza “O tempo não para, não. Não para” mas bem que podia nos trazer de volta aqueles anos incríveis.

O Senhor das Armas

sábado, 10 de junho de 2006


No ultimo final de semana, tive o prazer de assistir a esse surpreendente filme, que alem de ser muito bem produzido, nos envolve em sua estória (ou historia, pelo teor do filme?) que nos revela de forma clara e sem falsos moralismos o que de fato rola no mundo dos mercadores de armas.
O interessante é que á estória é contada do ponto de vista de um comerciante de armas, Yuri Orlov (Nicolas Cage), que após presenciar um assassinato em um bar tem, digamos, uma epifania. Vocês me perguntariam que idéia ele teve, de virar padre, budista, policial?
Não. Nada tão clichê ou simplório, na verdade ele resolve entrar para o comercio de armas... O comercio negro de armas.
Nesta película não cabem redenções nem mesmo discursos politicamente corretos, os fatos são servidos crus, no máximo com o cinismo característico dos homens que justificam seus atos de maldade (?) em detrimento da sociedade em que vivem.
Um exemplo claro é exibido logo no inicio do filme quando o personagem de Nicolas Cage em um monologo diz que existem mais de 550 milhões de armas de fogo pelo mundo, o que significa 1 arma pra cada 12 pessoas e em seguida emenda “A única pergunta é: como armar as outras 11?"
Nessa declaração feita a sangue frio e sem ressentimentos já nos da uma amostra a que a produção se propõe.
O filme surpreende em mostrar não um homem ávido pelo poder e sem alma, pelo contrario Yuri sabe que o que faz é errado tem crises de consciência, mas não consegue parar de vender seus produtos mortíferos pelo simples fato de que é bom no que faz, ele não fica feliz em saber que uma criança morre em algum lugar do mundo vítima de seu comercio, mas se alivia no próprio trabalho que desenvolve, ele não é um monstro é um capitalista que vê nisso o significado de sua existência, tanto que abdica do que é dado como sagrado à própria família.
O final é outra surpresa que foge ao arremates dramáticos e românticos de Hollywood, final infeliz, mas a felicidade não é um estado perene e sim um momento da vida de cada um por isso mesmo a produção ganha pontos ao documentar o que para os mais desatentos não passa de ficção.

“O maior mercador de armas do mundo é o comandante dessa nação” Yuri Orlov.

Vale cada minuto.

Dados técnicos:

Direção e roteiro: Andrew Niccol

Elenco: Nicolas Cage, Bridget Moynahan, Jared Leto, Shake Tukhmanyan, Jean-Pierre Nshanian, Jasper Lenz, Kobus Marx, Stephan de Abreu, Ian Holm, Tanya Finc, Lize Jooste, Donald Sutherland, David Harman, Neil Tweddle, Sajad Khan, Ethan Hawke, Tony Caprari, Jared Burke

 
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